Times paulistas deixam polêmica criada por vereador de lado e falam em rivalidade sazonal

A tentativa do vereador Juscelino Gadelha (atualmente sem partido) de tombar o clássico entre Palmeira s e Corinthians não causa o menor movimento dentro dos clubes, tampouco entre os políticos. Os rivais concordam que a rivalidade é algo cíclico e nem se esforçam para contestar a tentativa que deve terminar sem sucesso, uma vez que o tombamento só é possível para um bem que é material.

Segundo Gadelha, no entanto, o Palmeiras está cada vez mais enfraquecido, especialmente por não conquistar títulos de grande expressão, e isso coloca o dérbi em risco.

Conheça o aplicativo Torcida Virtual e coloque seu time em 1º no ranking

No Palestra Itália, por exemplo, dirigentes e conselheiros explicam que a tentativa não passa de uma forma de chamar a atenção e não mostram a menor preocupação com o que consideram provocação do político.

“Isso é coisa de gente que quer aparecer. Quantos torcedores que têm dois do lados? Cada um pensa o que quiser, mas o clássico entre Palmeiras e Corinthians é eterno. Independente do vereador tentar fazer isso daí e apresentar uma proposta, o Palmeiras e o Corinthians são duas forças. O problema é que o futebol é sazonal: Uma hora você está em cima, depois vai para baixo”, explica o diretor de marketing do clube, Rubens Reis.

Para Edu Gaspar, atual gerente de futebol do Corinthians e ex-jogador do clube, é nítido que dentro do clube o São Paulo é visto como o grande rival a ser batido, o que também sustenta a fala de Jorge Henrique e até das provocações de André Sanchez, sempre direcionadas ao time de Juvenal Juvêncio. Edu, no entanto, concorda em relação a sazonalidade da rixa.

“Hoje, é o São Paulo. Foram muitos jogos recentes de muita rivalidade, tabus dos dois lados, enfim. Dá para perceber isso entre os torcedores. Entre 1998 e 2000 foi muito grande com o Palmeiras. Aqueles duelos na Libertadores, no Paulista, todos decisivos, deixaram a rivalidade muito aflorada. Os dois clubes montaram times muito bons e isso só colaborou para que eles disputassem tantos títulos”, lembrou o ex-volante, que completou.

“Essa questão de quem é mais rival de quem é cíclico. Depende dos times que são montados, dos duelos decisivos. A rivalidade tem a ver com a fase dos times”.

Na mesma época em que Edu era jogador, o Palmeiras era presidido por Mustafá Contursi. Hoje trabalhando apenas nos bastidores do clube, o ex-presidente volta a falar em momentos diferentes e ressalta que o dérbi sempre foi e sempre será o maior clássico do Estado.

“Eu acho que é sempre, desde o primeiro jogo, indiscutivelmente, o principal clássico do futebol paulista e está entre os três principais do futebol brasileiro. Isso é uma questão de momento, mas no clássico a tensão é sempre absoluta. Durante outros períodos, o Corinthians ficou alguns anos sem título, o São Paulo também e todos esses clássicos tiveram o mesmo valor. Ele (o vereador) deveria fazer uma lei de currículo, que conta o ranking. (Risos). O clube não se mede no momento”, disse.

O Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico e Ambiental da Cidade de São Paulo) recebeu no último dia 2 de junho o pedido de Gadelha e analisará se o processo merecerá ser levado adiante. 

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.