Governo paulista não pagará por arquibancada móvel e clube usa marketing para encontrar patrocínio

As arquibancadas móveis necessárias para adequar o futuro estádio do Corinthians às recomendações da Fifa para a Copa de 2014 não serão pagas com dinheiro público do governo paulista como havia sido cogitado em julho. E o clube entrará com seu departmento de marketing para buscar parceiros que topem arcar com os R$ 70 milhões previstos na construção da estrutura que ampliará a capacidade da arena de Itaquera de 48 mil para 68 mil lugares.

Obras do futuro estádio do Corinthians, em outubro de 2011
Guilherme Tosetto
Obras do futuro estádio do Corinthians, em outubro de 2011
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"(Para o Corinthians) não houve mudança alguma. O Governo assume que a responsabilidade (pelas arquibancadas móveis) é dele, mas que vai buscar parceria com o setor privado. Nada mais louvável, vamos ajudá-lo neste desiderato, procurando um patrocinador para as arquibancadas. E nada segura o Invejão", disse ao iG , por e-mail, o diretor de marketing do Corinthians, Luís Paulo Rosenberg, dando um novo apelido ao estádio que ainda não tem um nome oficial .

O Corinthians, por meio do diretor e do presidente Andrés Sanchez, bate na tecla que o clube não arcará com os custos da adequação do projeto original do estádio ao programa de encargos da Fifa. Para os corintianos, a vontade da cidade e do Estado de São Paulo de abrigarem o Mundial vai além dos interesses do clube e por isso deve partir dos governos municipal e estadual os gastos para que o estádio esteja apto a receber a abertura da Copa de 2014.

Uma comissão da Fifa visitaria as obras do estádio nesta quarta-feira para acompanhar os avanços das obras em relação ao cronograma de entrega da arena. Em setembro, o iG flagrou o cronograma oficial no canteiro de obras do estádio em Itaquera. Ele dava conta que o estádio só estará totalmente pronto na metade da Copa, em julho de 2014 .

O orçamento do estádio corintiano é de R$ 820 milhões. São R$ 400 milhões - que o clube pretende financiar por meio de um fundo registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) junto ao BNDES e pagar com prestações nos próximos anos bancadas com a venda dos naming rights da arena - e mais R$ 420 milhões que virão por meio de incentivos fiscais do munícipio de São Paulo

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