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Corrupção e atraso em aeroporto colocam Copa em MT na berlinda

Governador Silval Barbosa pretende viajar a Brasília em breve para conversar com a presidente Dilma Roussef

Helson França, iG Mato Grosso |

Há pouco mais de dois anos da Copa das Confederações, que desde 2001 acontece sempre no ano anterior à Copa do Mundo, no país sede, Mato Grosso enfrenta problemas que podem comprometer a participação do Estado no torneio e no mundial de 2014. São casos que envolvem atraso em obras, como a do aeroporto internacional Marechal Rondon, ou o risco da prefeitura de Cuiabá não poder contar com recursos federais para melhorar a infraestrura do município, em razão de situações recentes envolvendo supostos desvios de dinheiro de obras públicas.

O governador Silval Barbosa (PMDB) pretende viajar a Brasília em breve para conversar pessoalmente com a presidente Dilma Roussef (PT), buscando resolver, principalmente, o impasse sobre a reforma do aeroporto.

A Infraero, responsável por coordenar as obras, vai rescindir o contrato com a empresa escolhida para executar o serviço “devido ao descumprimento do prazo e abandono dos trabalhos”, como consta no documento.

Denominada de Módulo Operacional, a estrutura metálica que seria montada provisoriamente até o término da ampliação do aeroporto, deveria estar concluída no final de dezembro do ano passado. Orçado em R$ 2,6 milhões, o Módulo é visto como essencial para desafogar a área de desembarque atual - que conta apenas com duas esteiras, poucos assentos e espaço reduzido. No projeto, o Módulo teria o dobro do espaço. A expectativa é de que até o final da semana uma nova licitação seja aberta.

O projeto de revitalização do aeroporto Marechal Rondon visa melhorar alguns problemas estruturais básicos, como falta de banheiros. Os que existem estão restritos aos passageiros que desembarcam. As obras foram orçadas em R$ 87,5 milhões e englobam uma série de mudanças, como o crescimento da área do terminal de 5,4 mil metros quadrados para 13,3 mil metros quadrados. A Infraero também pretende aumentar o número de balcões de check-in, atualmente com 14, para 23. Na sala de embarque, o espaço deve ser aumentado de 820 metros quadrados para 1.978 metros quadrados, pouco mais do que terá a área definitiva do desembarque, que sairá de 520 metros quadrados para 1,5 mil metros quadrados. No estacionamento, a previsão é de que o número de vagas salte de 3 00 para 571. Pela exigência da Fifa, tudo deve estar pronto até dezembro de 2012.

As mudanças, no entanto, são vistas com ceticismo para representantes de alguns setores da sociedade. Para o presidente do Sindicato das Empresas de Turismo de Mato Grosso (Sindetur) Oiran Gutierrez, a participação de Mato Grosso na Copa das Confederações e no Mundial está em risco, pois ele não acretida que as obras serão concluídas a tempo. “Não deram conta até agora nem de fazer o ‘puxadinho’ (Módulo Operacional), por que devo acreditar que, em pouco mais de um ano, o aeroporto inteiro estará reformado?”, criticou. Ele cita que, desde metade da década de 90, foram aprovados projetos de revitalização do aeroporto, mas que, até hoje, grande parte deles ainda não saíram do papel.

O diretor de Relações Interinstitucionais da Agência da Copa de Mato Grosso, Agripino Bonilha, disse que o governo vai se empenhar para cumprir todos os prazos e que não vê chance de o Estado não receber a Copa.

Desvio de recursos
O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura) confirmou que há indícios de um rombo entre R$ 3,5 milhões e R$ 9,5 milhões referente às obras de construção de uma avenida de 37 quilômetros, batizada de Rodoanel. Ela foi projetada para contornar Cuiabá por fora da área urbana, como se fosse um anel. Comprovado o desvio de dinheiro público ou superfaturamento, a capital estará impedida de receber recursos do governo federal, o que poderia complicar as reformas previstas para a mobilidade urbana, tendo em vista a Copa de 2014.

De acordo com o Dnit, foram liberados pelo órgão R$ 19 milhões para a realização das obras, porém não houve a execução do serviço orçado na quantia fornecida. Destacou, ainda, que existe a possibilidade de ter ocorrido pagamentos ilegais feitos pela prefeitura à construtora Conspavi, responsável pela realização da avenida.

Agripino Bonilha minimizou a situação e disse que as obras de mobilidade urbana na capital serão custeadas, quase que na totalidade, com recursos do governo estadual.

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