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Casos de assédio superaram os de racismo na Copa de 2018; leia mais

Em meio aos casos de assédio na Copa , a Fifa exigiu nesta quinta-feira (12) que as emissoras de televisão reduzam as filmagens de torcedoras "atraentes" durante os últimos jogos da Copa do Mundo de 2018.

Casos de assédio na Copa do Mundo chamaram atenção
Reprodução
Casos de assédio na Copa do Mundo chamaram atenção


De acordo com o chefe do departamento de responsabilidade social da Fifa, Federico Addiechi, a medida foi tomada porque os casos de assédio na Copa da Rússia foram mais comuns que os de racismo.

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Uma entidade parceira da Fifa registrou 45 denúncias sexuais até agora no Mundial da Rússia.
A Fifa ainda destacou que a decisão é uma "evolução normal", apontando que, em comparação com a Copa anterior, em 2014, no Brasil, as filmagens dos jogos melhoraram.

Além dos casos de abusos contra torcedoras, como o do grupo de brasileiros que assediou uma estrangeira em um vídeo, foram registrados também diversos assédios de torcedores contra repórteres mulheres.

A final da Copa do Mundo de 2018 será disputada neste domingo (15), entre Croácia e França. Um dia antes, Bélgica e Inglaterra vão se enfrentar pela terceira posição da competição.

Assédio na Copa do Mundo

Repórter russa do iG, Barbara Gerneza foi uma das vítimas de assédio sexual na Copa 2018
Reprodução
Repórter russa do iG, Barbara Gerneza foi uma das vítimas de assédio sexual na Copa 2018


O maior evento futebolístico do mundo teve também seus momentos de improváveis e infelizes incidentes. A competição que teve início no dia 14 de junho e já está na fase final, teve 45 casos de assédio sexual na Copa de 2018 oficialmente registrados. Os dados foram divulgados pelo jornal Estadão e apresentados pela entidade Fare, aliada da Fifa no controle de questões de discrimanações.

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No entanto, a própria entidade já afirmou que os casos de assédio na Copa do Mundo da Rússia podem ser até dez vezes maiores dos já apresentados. Dezenas de casos não são registrados e muitas vezes, as vítimas não apresentam queixas. o. "Esses são os números oficiais. Talvez, o número real seja dez vezes maior", disse o diretor da Fare, Piara Power.

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