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Maioria dos dirigentes da AFA quer o técnico fora da seleção após o fracasso na Copa do Mundo, mas multa de US$ 20 milhões torna renúncia única saída

Jorge Sampaoli foi contestado antes e durante a Copa do Mundo da Rússia; Argentina foi eliminada nas oitavas de final
FIFA/ Divulgação
Jorge Sampaoli foi contestado antes e durante a Copa do Mundo da Rússia; Argentina foi eliminada nas oitavas de final

A delegação argentina já deixou a Rússia após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo para a França , mas a página do fracasso argentino ainda não foi virada. Apontado como principal responsável pelo desempenho ruim da equipe, o técnico Jorge Sampaoli ainda tem seu futuro indefinido na seleção albiceleste.

Logo após a derrota para os franceses, no sábado (30), Jorge Sampaoli deixou seu futuro em aberto e demonstrou empolgação com o projeto de renovar a Argentina, não indicando ter o desejo de deixar a seleção. "Estou triste, frustado... É normal. Não vai ser hoje que irei decidir meu futuro", afirmou.

As declarações desesperam torcida, imprensa e dirigentes da Associação de Futebol Argentino (AFA). A maior parte dos cartolas da entidade responsável pela seleção gostaria que o técnico deixasse o cargo, conforme reportaram os jornais argentinos Clarín e Olé . Mas o desejo esbarra na multa rescisória que a AFA precisaria pagar caso demitisse o treinador.

O contrato com Sampaoli prevê o pagamento de multa no valor de US$ 20 milhões (cerca de R$ 78 milhões na cotação atual) caso o técnico seja demitido antes da disputa da Copa América de 2019, que será disputada no Brasil. Após esse torneio, qualquer um dos lados pode romper o acordo sem precisar pagar multa.

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Argentinos querem forçar renúncia de Sampaoli

De acordo com o Clarín , os dirigentes da AFA pretendem desgastar Sampaoli internamente de modo a tornar sua permanência no plantel insuportável e forçá-lo a pedir demissão. Não há discussões sobre eventuais substitutos até que esse impasse seja dissolvido.

Jorge Sampaoli foi alvo de reiteradas críticas ao longo de toda a preparação e disputa para o Mundial. Antes mesmo do início da Copa, muitos criticaram a convocação que deixou de fora o goleiro Nahuel Guzmán (chamado posteriormente após lesão de Romero) e, principalmente, o atacante Mauro Icardi. Durante o Mundial, o trabalho do treinador continuou sendo contestado após  desempenhos ruins na primeira fase e as seguidas trocas que demonstravam não haver uma ideia clara de jogo. 

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