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Mas votação da alteração que permitiria novo mandato de Juvenal Juvêncio já tem nova data para acontecer

O presidente são-paulino Juvenal Juvêncio sofreu nesta terça-feira aquela que pode ser considerada sua primeira derrota na busca pelo terceiro mandato consecutivo. Apesar de uma liminar obtida pelo oposicionista Aurélio Miguel, a reunião do Conselho Deliberativo foi realizada no estádio do Morumbi. Mas o principal objetivo da oposição, de impedir a votação para mudança do estatuto do clube, foi alcançado.

A decisão judicial de proibir que a reunião desta terça-feira abordasse essa alteração levou em conta a falta de clareza da convocação para o encontro. “A respeito da questão referente à reeleição não restou clara a finalidade. (...) Trata de referências ao artigo a ser alterado, sem nada dizer acerca do conteúdo da alteração”, diz o texto da liminar, do juiz de direito Carlos Alberto de Campos Mendes Pereira.

A polêmica em relação a um novo mandato de Juvenal Juvêncio ocorre porque este seria o terceiro mandato do atual presidente, sendo que o estatuto permite apenas uma reeleição. Os situacionistas se apoiam no argumento de que o mandato atual é o primeiro sobre regimento do estatuto em vigor. E o mandato anterior, de dois anos, não poderia ser considerado.

Na prática, porém, a vitória da oposição não passa de um adiamento. Uma nova reunião do Conselho Deliberativo já foi convocada, desta vez com o edital deixando claro o objetivo de aprovar a mudança que permitirá a Juvenal se candidatar ao terceiro mandato, que lhe permitirá completar oito anos consecutivos no poder. Esta nova reunião ocorrerá ainda em fevereiro, no dia 25.