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Futebol
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Confira os problemas que minaram o planejamento do Fluminense

Lesões, aposentadoria, demissão de dirigente e saída de Muricy colocaram por terra bom momento do time

Marcello Pires, iG Rio de Janeiro |

Atual campeão brasileiro, dono de um elenco acima da média e parceiro de um patrocinador para lá de generoso (a Unimed), o Fluminense vislumbrava um 2011 tão bom ou até melhor do que foi a temporada de 2010.

Eis que o dia 6 de abril, data do decisivo jogo contra o Nacional-URU, pela Libertadores, se aproxima e o clube das Laranjeiras está sem treinador efetivo, com um volante improvisado na função de zagueiro (já que há falta de opções no elenco) e seus quatro principais jogadores se encontram sem ritmo de jogo.

Resta aos torcedores do Flu apostar mais uma vez numa arrancada do "time de guerreiros". Pode até ser que Fred e cia., comandados pelo desconhecido e pouco badalado Enderson Moreira, façam das suas mais uma vez - como ocorreu na luta contra o rebaixamento de 2009 e na conquista do título brasileiro do ano seguinte.

Mas o fato é que desta vez os problemas começaram muito cedo. Muito antes da demissão do então vice-presidente de futebol Alcides Antunes e da conturbada saída do técnico Muricy Ramalho, fatos que transformaram as Laranjeiras em um barril de pólvora. 

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Washington recebe o abraço das filhas após anunciar a aposentadoria do futebol profissional
Pré-temporada com dor e lágrimas
As primeiras bombas explodiram ainda em Mangaratiba, local escolhido pelo Fluminense para realizar sua pré-temporada. Logo no quarto dia de treinamento, Emerson, autor do gol do título brasileiro e uma das peças-chave do esquema de Muricy Ramalho, voltou a sentir uma antiga lesão no tornozelo esquerdo que já o afastara de boa parte do Brasileiro. Ficou sem jogar por mais de 70 dias.

Quatro dias depois, ainda na Costa Verde do Rio de Janeiro, outra bomba. Desta vez, carregada de emoção. Após dois dias longe dos campos, Washington anunciava o fim da carreira. Entre lágrimas e agradecimentos, Muricy perdia ali seu principal substituto para Fred.

nullDeco e Fred no estaleiro entre derrotas
Mesmo Sem Emerson e o Coração Valente, o Fluminense começou bem a temporada. Com Fred inspirado, o campeão brasileiro conquistou vitórias seguidas. Mas novos problemas surgiriam.

Muricy perdeu Deco mais uma vez. Com uma rara lesão na coxa, o meia luso-brasileiro ficou dois meses fora de combate.

Mas o abacaxi que tirara o sono de Muricy Ramalho em 2010 estava retornando. Não bastasse a fatídica eliminação para o modesto Boavista, nos pênaltis, no Engenhão, o Fluminense ainda perdia seu capitão pela nona vez desde que chegou ao clube, em 2009. Com outra lesão na panturrilha, Fred ficou fora dos três primeiros jogos da Libertadores.

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Muricy deixou o Fluminense criticando a falta de estrutura do clube
Muricy pede o boné e diretoria perde o rumo
Àquela altura, Muricy, que atendeu o pedido de André Luis e o liberou para negociar com um clube da Coreia do Sul, dava sinais de irritação e desânimo. Entre notícias sobre discussões com o presidente Peter Siemsen e o vice de futebol Alcides Antunes e lamentações pela falta de estrutura do clube, o treinador, contrariado com a saída de Acides dois dias antes, entregou o cargo após um Fla-Flu e deixou o Fluminense sem comando.

Os dias que se seguiram à saída do tetracampeão brasileiro mostraram uma diretoria confusa e com pouca credibilidade. Enquanto técnicos reconhecidos recusavam o convite, surgiu a opção pelo quase anônimo Gilson Kleina, da Ponte Preta. O anúncio com o novo treinador chegou a ser autorizado pela assessoria de imprensa das Laranjeiras, mas, horas depois, Kleina avisava que decidira ficar em Campinas.

O nome de Abel Braga foi finalmente confirmado para junho, quando termina seu contrato com o futebol árabe. Até lá, Enderson Moreira, contratado como auxiliar permanente, fica à frente do time.

EFE
Deco comemora o importante gol sobre o América-MEX, no Engenhão
Fênix tricolor e a "volta de quem não foi"
Apesar de tantos problemas, o time ressurgiu das cinzas na Libertadores sob o comando de Enderson. Com um gol sensacional de Deco, que voltava ao time justamente naquela quarta-feira, dia 23 de março, o time bateu o América-MEX por 3 a 2, de virada.

Daí em diante, o Flu recuperou a confiança, ganhou novo ânimo, mas perdeu Leandro Euzébio e Digão, machucados, seus únicos dois zagueiros inscritos na Libertadores além de Gum. A solução emergencial foi reintegrar André Luis, que já tinha contrato em vigor até o fim de 2013 e não conseguira se acertar com outro clube.

Em junho, Abel Braga, ex-jogador do clube, só não sabe se chega para tentar levar o Fluminense ao inédito título da Libertadores ou para reconstruir um time em pedaços.

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