Pela oitava vez, time está entre os quatro melhores da competição. Nas outras sete, foi eliminado em seis

O gol de Elton no empate (1 a 1) com o Atlético-PR , aos 35 minutos do segundo tempo, quinta-feira, em São Januário, deixou o Vasco próximo de quebrar um tabu que já dura 22 anos: nunca ter conquistado a Copa do Brasil. O time está na semifinal do torneio, recebe o Avaí , nesta quarta, e conta com grupo invicto há 15 partidas e sem jogadores lesionados. Mas a fase atual da competição virou um pesadelo na história do clube. Esta é oitava vez que o cruzmaltino está entre os quatro finalistas. Nas outras sete, foi eliminado em seis e, na única vez em que disputou o título, perdeu para ninguém menos que o Flamengo. 

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Vasco e Botafogo são os únicos clubes cariocas a não ter a Copa do Brasil na sua sala de troféus. O Flamengo venceu duas vezes (1990 e 2006) e o Fluminense , uma (2007). Em São Januário, é quase uma obsessão a conquista do título quando começa a temporada. Houve um curioso episódio em 2003, quando o ex-presidente Eurico Miranda quis forçar a escalação de Edmundo e Marcelinho Carioca nas quartas de final, contra o Cruzeiro . Lesionados, ambos acabaram não sendo relacionados, mas o então todo-poderoso da Colina quis escalá-los na marra. 

A primeira vez que o Vasco chegou entre os quatro melhores da competição foi em 93. Na oportunidade, o time, em alta (foi tricampeão estadual 92/93/94), acreditava na classificação. Mas parou diante do Cruzeiro. Na primeira partida, no Mineirão, perdeu de 3 a 1. No jogo de volta, no Rio, não saiu do empate em 1 a 1, dando adeus à competição. 

No ano seguinte, a história se repetiu. O Vasco tinha jogadores como Carlos Germano, Jardel e o zagueiro tetracampeão do mundo Ricardo Rocha. O adversário era o Grêmio . E mais uma vez, o time carioca sucumbiu ao estilo copeiro do adversário. No começo, quando a Copa do Brasil era apontada apenas como um torneio “caça-níquel”, poucos clubes se empenhavam. Menos Cruzeiro e Grêmio, que já haviam faturado um título cada. Os dois clubes, aliás, somam oito copas juntos – quatro cada um -, seguidos do Corinthians , com três. E deu Grêmio em 94: empate em 0 a 0 no Rio e vitória de 2 a 1 em Porto Alegre. O clube gaúcho foi o campeão desta edição. 

O Vasco era insistente. E em 95, lá estava a equipe cruzmaltina de novo entre as quatro. Desta vez, o adversário era o Corinthians. Em São Januário, perdeu de 1 a 0. Foi para a segunda partida abalado. No Pacaembu, sob o comando de Marcelinho Carioca, acabou impiedosamente goleado por 5 a 0. Apenas em 98, ano do seu centenário, os vascaínos voltariam à semifinal. De novo, tinha um time copeiro pela frente: o Cruzeiro. Mas foi derrotado em Belo Horizonte por 2 a 0 e no Rio não passou de um 0 a 0. 

Veio 2006. O Fluminense ficou pelo caminho. Vitória de 1 a 0 e empate em 1 a 1 num clássico regional lavaram a alma vascaína. Na final, porém, teria de duelar contra o Flamengo. Era um período em que o rival rubro-negro vinha de quatro decisões estaduais contra o time São Januário (99/00/01/04) – todas com vitória. Os vascaínos não toleram a provocação, mas foi no auge do “vice de novo”. Resultado: duas derrotas (2 a 0 e 1 a 0). 

Em 2008 e 2009, o time parou diante do Sport e do Corinthians. Contra o rubro-negro pernambucano, um fato inusitado. Depois de perder fora por 2 a 0, o Vasco se recuperou em casa. Devolveu o placar num jogo que teve como personagem central o atacante Edmundo. Foi dele o gol nos acréscimos em São Januário, levando a partida para a decisão nos pênaltis. Seu histórico neste fundamento levava o torcedor a roer unhas – basta lembrar a final do Mundial de Clubes no Maracanã, contra o Corinthians. Mas foi Edmundo o primeiro a cobrar. Isolou. Ninguém do Sport perdeu e o time visitante levou por 5 a 4. Contra o Corinthians de Ronaldo, empates no Rio (1 a 1) e em São Paulo (0 a 0). Como gol fora de casa conta no critério de desempate, nova frustração.

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