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Confira 10 momentos que conturbaram o ambiente no Internacional

Discordância, brigas, promessas não cumpridas e resultados culminaram com saída de Falcão e Siegmann

Gabriel Cardoso, iG Porto Alegre |

A demissão do técnico Falcão externou uma série de problemas no Internacional. O clube precisa contratar um treinador, um vice de futebol, um diretor executivo e jogadores. Além da necessidade de retomar o caminho das vitórias após três derrotas seguidas.

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Entre conversas com pessoas do clube, informações, e observações, o iG preparou uma série de 10 pontos que culminaram no atual momento conturbado no Beira-Rio. Confira:

Departamento de futebol foi imposto:
Giovanni Luigi era o favorito para assumir a presidência do Inter desde 2010. Mesmo antes do pleito, ele confidenciou que não queria Roberto Siegmann como seu vice de futebol, embora fosse o mais cotado. Após a eleição de Luigi, ele acabou convencido por outras pessoas do clube a confirmar Siegmann no cargo.

Falcão não era unanimidade:
O problema começou antes mesmo da chegada de Falcão. Outra vez uma decisão importante ocasionou debate e divergência dentro do clube. O ex-jogador foi uma escolha do vice de futebol Roberto Siegmann, mas não era o preferido de Giovanni Luigi.

“Vocês acham que o presidente queria minha contratação?”, questionou Falcão, de forma irônica, em sua entrevista de despedida.

Promessas não cumpridas e cobrança exagerada:
Foram duas reclamações de Falcão. Ele ouviu do presidente, logo na sua chegada, que o clube faria contratações, mas novos nomes não chegaram. O treinador também ficou incomodado com a falta de confiança que o presidente Giovanni Luigi tinha nele:

“Era uma provação a cada dia”, revelou.

Lucas Uebel/Vipcomm
Juan virou titular absoluto da zaga
Presidente prometeu reforços, mas não cumpriu:
Desde janeiro o Inter falava em contratar jogadores. Um lateral-direito e outro esquerdo estavam na pauta. Mais de meio ano depois, o clube ainda não conseguiu suprir a carência no setor. Alisson veio do Caxias para concorrer com Nei, mas sequer jogou. Fabrício concorreria com Kléber, mas virou meio-campista. Ao pedir contratações de forma pública, Falcão foi fortemente rebatido. Decidiu não falar mais no assunto. Só voltou a fazer depois da sua demissão:

“Existia um consenso que deveríamos contratar jogadores. Eu também achava isso quando trabalhava na imprensa. Me foi prometido, mas não aconteceu. Saio insatisfeito”, disse o treinador.

Dirigentes não se falavam há mais de um mês:
Até o próprio departamento de futebol tinha divergências. Roberto Siegmann, vice de futebol demitido, estava em rota de colisão com Cuca Lima, assessor de futebol que segue no clube. Ele confirmou que ambos não tinham boa relação e chegou a chamar Cuca de “Marco Maciel”, comparando o colega ao político, e fazendo a insinuação de que ele acompanharia sempre quem está no poder.

Falcão discutiu com dirigente, que acabou demitido:
Newton Drummond, diretor executivo, que estava no clube desde 2002, pediu demissão no mês passado. Uma discussão com Falcão acabou acelerando a ideia do dirigente de deixar o clube. Em uma reunião de rotina, Drummond perguntou a Falcão sobre a utilização de alguns jogadores. O treinador se irritou, e deixou a sala.

Presidente centralizou processo de contratações:
O departamento de futebol perdeu toda a autonomia para contratar jogadores. Siegmann e Falcão indicaram vários nomes, mas esbarraram nas intenções do presidente Giovanni Luigi.

“O presidente está preocupado com a situação financeira do clube e acabava travando todas as negociações que necessitassem de algum esforço financeiro maior”, disse Siegmann. “Tenho certeza que agora vão arranjar dinheiro para contratar”, disparou Falcão.

Treinador não queria escalar os jovens e pediu reforço para a zaga:
Falcão resistiu à ideia de colocar os jovens para jogar. Pessoas de dentro do clube queriam que o goleiro Muriel e o zagueiro Juan fossem utilizados há mais tempo, mas o treinador manteve a cautela. Além de segurar o lançamento de Juan, ele pediu a contratação do zagueiro Breno, ex-São Paulo, que tem a mesma idade.

Lucas Uebel/Vipcomm
Juan virou titular absoluto da zaga

Falta de diálogo:
Como aconteceu no episódio da saída de Newton Drummond, Falcão não gostava muito de falar sobre o time com seus dirigentes. Apenas com Roberto Siegmann ele costumava trocar maiores ideias sobre o assunto.

“O presidente tem uma maneira de trabalhar que não é minha maneira. Se ele não me queria, a relação já nasce ruim. Eu acho que treinador de futebol tem que prestar contas, mas não pode ficar discutindo escalação com dirigente. Tem que discutir com seus auxiliares, com quem é do ramo. Ou você confia no profissional, ou se troca”, argumentou Falcão.

Sequência de derrotas:
Provavelmente o maior problema. Se o Inter estivesse ganhando, todos as dificuldades seriam empurradas para baixo do tapete. A sequência de três derrotas seguidas escancarou a porta para as mudanças.

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