Líder chega a 60 jogos no ano, menos que rivais ao título, mas reclama de desgaste

Tite e comissão técnica tem atenção especial com Liedson
AE
Tite e comissão técnica tem atenção especial com Liedson
Líder por 24 das 35 rodadas desta edição do Campeonato Brasileiro , o Corinthians tem jogado no seu limite físico neste fim de temporada. A equipe tem caído de rendimento e está sofrendo muito para conseguir bons resultados. Contra o Ceará, depois de muito sufoco no primeiro tempo, o time contou com uma ótima atuação de Julio Cesar para sair de campo vitorioso.

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A primeira justificativa dada pela comissão técnica e pelos preparadores físicos para explicar esse cenário é que no fim de temporada o cansaço é maior. Natural. Porém, o Corinthians fez contra o Ceará o seu jogo de número 60 no ano. Comparado a outros grandes clubes brasileiros, é o menor número entre os rivais paulistas e os que brigam pelo título. Só o Fluminense fez o mesmo número de jogos no ano.

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“O importante é que nessas horas, jogadores que não vinham atuando tanto estão mostrando que a força do grupo pode fazer a diferença, como foi com o Morais, o Ramírez, nesse jogo”, disse o zagueiro Paulo André, após a vitória contra o Ceará. O jogador, há uma semana, após a derrota para o América-MG, lamentou o fato de o time estar cansado demais nesta reta final. “Um pouco esquisito (o desgaste), porque deveria ser agora que os jogadores estariam no melhor de suas formas”, comentou.

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O Corinthians fez menos jogos que todos seus principais rivais neste ano. Entre os paulistas, o Santos fez 72, o São Paulo, 67 e o Palmeiras, 65. No Rio, o Vasco já fez 69. Flamengo, 64, Botafogo 61 e Fluminense, 60. Em 2010, quando disputou a primeira fase da Libertadores, o Corinthians chegou a 70 jogos.

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Neste ano, o Corinthians já trocou de preparador físico e um dos motivos pela mudança de Eduardo Silva por Fábio Mahseredjian foi o desgaste exagerado que os atletas vinham sofrendo no segundo tempo dos jogos, algo evidente principalmente no jogo contra o Atlético-PR, no último domingo. Para Mahseredjian é hipocrisia acreditar que o time estará no auge no fim de temporada. Para ele, a diferença de jogos entre os principais rivais também não faz tanta diferença no final das contas.

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“Evidentemente que se prepara a equipe para estar no auge nos dois últimos meses, mas isso é meio utópico. Tem que estar no auge o tempo todo, não podemos ser hipócritas. Em qualquer campeonato que começar perdendo, cai todo mundo. O auge é o próximo jogo. O calendário brasileiro, extenso do jeito que é, te faz viajar para tudo quanto é lado. Para nosso torcedor, não interessa se o time está cansado ou não, cobra-se performance, o que é natural", diz o preparador físico sobre o assunto.

Alguns jogadores mais veteranos são os que mais sentem o desgaste. Liedson, por exemplo, não tem férias desde julho de 2010 e está jogando no seu limite. Outro que sente a sequência de jogos é Danilo, que não consegue repetir boas atuações quando o time jogo três vezes numa semana. 

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