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Comandado por ídolo e herói, Peñarol quer voltar a ser temido

Time já foi uma das potências da América do Sul, mas sumiu por duas décadas até ressurgir em 2011

Francisco De Laurentiis, iG São Paulo |

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O adversário do Santos na noite desta quarta-feira já foi uma das maiores forças do futebol sul-americano e mundial. Durante anos, poucos times foram capazes de fazer frente ao Peñarol. Os uruguaios passaram por cima da primeira Academia do Palmeiras , do River Plate de Sarnari e Onega, do Benfica de Eusébio. Bateram o Real Madrid hexa da Liga dos Campeões, de craques como Amaro e Gento, em pleno Santiago Bernabéu. Em 1987, ganhou pela última vez a Copa Libertadores da América. E depois sumiu. Durante 24 anos, ficou no limbo. Os torcedores tiveram que aguentar fãs de times pequenos, como Defensor e Danubio, rirem por se classificarem à competição continental no lugar dos carboneros. Até que em 2010 um herói do passado voltou para colocar a casa em odem.

Sob a batuta de Diego Aguirre, autor do histórico gol do título de 87 sobre o América de Cali-COL (confira no vídeo abaixo), o Peñarol ressurgiu no cenário sul-americano. Deixou para trás o Internacional , atual campeão da Libertadores, a campeã chilena Universidad Católica e também o forte time do Vélez Sarsfield ( que faturou o Argentino no último domingo ) no caminho até a final contra o Santos , uma revanche da decisão continental de 1962 . Empurrado por sua fanática torcida, dona do maior bandeirão do mundo, capaz de esgotar em 15 minutos as entradas para o duelo final da Libertadores da América, o clube uruguaio busca nesta quarta-feira uma vitória para ficar mais próximo de seu sexto título do torneio.

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A campanha do Peñarol na Libertadores 2011 vem depois de diversas temporadas fracassadas na competição continental mais importante da América do Sul (apesar das conquistas nacionais, até por falta de adversários). Nas últimas cinco edições da Copa, por exemplo, o time aurinegro ficou de fora quatro vezes (caiu na pré-Libertadores em 2009), enquanto times uruguaios inexpressivos como Cerro, Racing de Montevidéu, Rocha, Montevideo Wanderers e Defensor Sporting tomaram o lugar que outrora lhe era "reservado". O ponto de mutação aconteceu no meio da temporada 2009/10, quando Diego Aguirre assumiu o time no final do torneio Apertura.

AP
Martinuccio foi destaque do Peñarol na Libertadores. Acabou entrando na lista de compras do Palmeiras e de times europeus, como a Roma
Reforçado por um então desconhecido Alejandro Martinuccio , jovem argentino vindo do modesto Nueva Chicago-ARG, o clube faturou o Clausura e se classificou para enfrentar o rival Nacional na decisão. O Peñarol ficou com a taça e saiu com time montado para a disputa da Libertadores 2011 - ainda perdeu alguns jogadores, como Arévalo Ríos , que foi para o Botafogo , mas repôs à altura. Na competição continental, uma classificação em segundo (atrás de LDU-EQU, à frente de Independiente-ARG e Godoy Cruz-ARG) colocou o time nas oitavas pela primeira vez desde 2002, quando caiu nas quartas contra um surpreendente São Caetano .

Em 2011, após derrubar o Inter em pleno Beira Rio , a Universidad Católica em Santiago e o Vélez em Buenos Aires , o objetivo agora é acabar com a seca de 24 anos sem títulos da Libertadores. Para isso, o time uruguaio terá que passar por cima do favorito Santos, que conta com o atacante Neymar em grande fase . Um desafio à altura para quem já jogou de igual para igual com algumas das maiores equipes da história, como o próprio time praiano comandado por Pelé. "É muito difícil chegar aonde chegamos. Daremos tudo para conseguir nosso objetivo. Queremos que seja uma lembrança inapagável", afirmou o técnico Aguirre à imprensa uruguaia.

Reuters
Dona do maior bandeirão do mundo, com 15 mil m², torcida do Peñarol promete festa para nesta quarta
Um título da Copa Libertadores da América devolverá ao Peñarol a condição de gigante que um dia lhe pertenceu. O treinador-herói não pode entrar em campo e marcar gols decisivos, mas já mostrou ter estrela ao montar um time peleador, com uma zaga que não brinca em serviço, um meio-campo pegador com Corujo, Aguiar, Freitas e Mier e um ataque mortal formado por Martinuccio e Olivera, além do talismã Estoyanoff, que costuma sair do banco para salvar o time de enrascadas. Caso a formação carbonera pelo time de Muricy Ramalho, pode duelar contra o Barcelona no Mundial de clubes, lembrando os confrontos contra o Real Madrid nas Copas Intercontinentais da década de 60. Uma perspectiva otimista para um gigante que passou tantos anos adormecido.

"Conversava com um amigo e dizia a ele: 'Lembra como estavam as coisas há um ano e meio, cheias de dificuldades?'. O Peñarol tem essas coisas maravilhosas. Hoje estamos na final de uma Copa Libertadores. Temos que aproveitar cada momento, é algo incrível, que todos temos que vivenciar. Mais do que ninguém, quem merece aproveitar são os torcedores", disse Aguirre, lembrando daqueles que, mesmo na pior das crises, nunca abandonaram sua paixão - e até costuraram um bandeirão tamanho família.

AP
Campeão como jogador em 1987, Aguirre agora tenta vencer a Libertadores como técnico do Peñarol

Campanha do Peñarol na Libertadores 2011:

Fase de grupos (grupo 8):
Independiente (ARG) 3 x 0 Peñarol
Godoy Cruz (ARG) 1 x 3 Peñarol
Peñarol 1 x 0 LDU (EQU)
LDU (EQU) 5 x 0 Peñarol
Peñarol 2 x 1 Godoy Cruz (ARG)
Peñarol 0 x 1 Independiente (ARG)

Oitavas de final:
Peñarol 1 x 1 Internacional
Internacional 1 x 2 Peñarol

Quartas de final:
Peñarol 2 x 0 Universidad Católica (CHI)
Universidad Católica (CHI) 2 x 1 Peñarol

Semifinal:

Peñarol 1 x 0 Vélez Sarsfield (ARG)
Vélez Sarsfield 2 x 1 Peñarol

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