Jogadores dizem que palco da partida não faz diferença, mas afirmam que fase e cobrança da torcida os envergonham

A decisão da diretoria do Palmeiras de não atuar mais no Canindé nesta temporada pouco interferiu na cabeça dos jogadores do clube. O discurso dos atletas alviverdes é de preocupação maior com a necessidade de reagir, independentemente do estádio das partidas.

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"Não temos nem que pensar em estádio. Seja fora ou em casa, temos de buscar os três pontos. Vamos lutar pela vitória até no terrão", afirmou o lateral direito Cicinho .

Como o Palestra Itália está em reformas, o Palmeiras vinha utilizando o Canindé nas partidas em que é o mandante. Porém, uma briga com torcedores da Portuguesa no fim de semana passado fez a diretoria alviverde optar agora pela Arena Barueri.

"Para mim, é indiferente, porque não temos nosso campo. Claro que a torcida estará sempre nas partidas e não muda muita coisa para mim (a troca de local)", minimizou o zagueiro Henrique .

Os jogadores, inclusive, sabem que precisam reconquistar a confiança da torcida alviverde nesta reta final do Campeonato Brasileiro . Na derrota para o Figueirense , os palmeirenses chegaram a gritar 'olé' contra o próprio time.

"Eles estão no direito deles, desde que não encostem a mão em ninguém. Eles vão ao estádio assistir e viajam. É chato ver nossa torcida gritando 'olé', dá uma vergonha, é triste. Você não quer sair de casa e não quer conversar com ninguém. Só nós podemos sair dessa situação e está mais do que na hora de vencer os jogos", completou Cicinho.

Porém, o lateral direito garante que o time vem se esforçando em campo. "O time inteiro corre o tempo todo. Se não dá na técnica, tem de ir na força", finalizou o lateral.

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