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Futebol
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Com Rivaldo, e sem Carpegiani, São Paulo bate o Cruzeiro em casa

Meia participa de dois gols e time do Morumbi vence por 2 a 1

Bruno Winckler, iG São Paulo |

No duelo do time que vinha de três derrotas seguidas contra aquele que vencera seus três jogos anteriores, deu  São Paulo para cima do Cruzeiro no Morumbi. Reformulado após a demissão de Paulo César Carpegiani, o time da casa fez 2 a 1 com ótima atuação de Rivaldo, principal desafeto do antigo treinador são-paulino. Joel Santana, que ainda não havia conhecido uma derrota sob o comando do Cruzeiro, voltará para Belo Horizonte sem os três pontos pela primeira vez.

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Milton Cruz mudou a escalação do time atendendo ao clamor da torcida são-paulina e não deve ter se arrependido. Rivaldo iniciou as jogadas dos dois gols são-paulinos que fizeram o torcedor são-paulino comemorar gols depois de três jogos sem conseguir furar a defesa adversária

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O São Paulo, com 18 pontos, um atrás do Corinthians, agora descansa uma semana até o próximo jogo, no domingo, dia 17, contra o Internacional no Beira-Rio. Já o Cruzeiro, com 12, não terá o zagueiro Gil contra o Bahia, no próximo domingo, em Sete Lagoas. Ele recebeu o terceiro cartão amarelo no Morumbi.

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Dagoberto comemora o primeiro gol do jogo

O jogo

No primeiro jogo após a demissão de Paulo César Carpegiani, Rivaldo foi a grande novidade de Milton Cruz, o treinador interino. E a escolha logo mostrou-se como a correta, mesmo com um início de jogo mais consistente por parte do time visitante.

O Cruzeiro começou melhor e assustou o São Paulo duas vezes antes dos cinco minutos iniciais. Sempre com Montillo. Na primeira, o argentino acertou um chute forte que tocou a rede do gol de Rogério Ceni pelo lado de fora. Logo depois, ao cinco, Montillo encontrou Thiago Ribeiro na pequena área, mas Xandão antecipou o atacante que tinha ótima chance de finalizar.

O São Paulo, depois dos sustos, conseguiu chegar e equilibrou a partida. Com Marlos, em dois lances seguidos ainda antes dos 10 minutos, o São Paulo assustou Fábio.

Com o jogo mais igual, o Sâo Paulo aproveitou o fim do ímpeto cruzeirense do início de jogo para cadenciar a partida. E em cadência, um personagem um pouco afastado nos tempos de Paulo César Carpegiani, é mestre. Rivaldo justificou a opção de Milton Cruz e dos seus pés saiu o gol que abriu o placar.

A torcida, que comemorou quase como um gol o anúncio do nome de Rivaldo antes da partida, viu motivos para voltar a comemorar um gol depois de três jogos. Justamente por causa do meia de 39 anos. Com um passe preciso do veterano jogador, Marlos chegou à linha de fundo e livre rolou para Dagoberto que fechava na pequena área. Sem trabalho, o atacante abriu o placar. Foi o 15º do atacante em 31 jogos no ano pelo São Paulo.

O gol esfriou o Cruzeiro. O time mineiro tentou chegar, mas os lances de perigo no primeiro tempo se resumiram a alguns escanteios. Montillo começou a se desentender com o confuso árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique e depois de receber um cartão amarelo, caiu de produção.

O juiz do jogo, famoso pela falta de habilidade na condução das partidas, acabou virando protagonista no final da primeira etapa. O São Paulo controlava a partida e poderia ter ampliado o placar aos 40 minutos, quando Dagoberto invadiu a área após passe de Rivaldo. O atacante foi puxado por Vitor e derrubado por Fábio, mas o árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique não marcou a penalidade.

Na volta do intervalo, sem mudanças nas duas equipes, o São Paulo logo jogou um balde de água fria na vontade de o Cruzeiro buscar o empate. Antes da primeira volta do ponteiro no relógio, Rivaldo, de novo ele, criou a jogada que ampliou a vantagem são-paulina.

Na intermediária cruzeirense, Leandro Guerreiro não conseguiu parar Rivaldo que invadiu a área e, ao invés de chutar, preferiu rolar para Marlos. O atacante ajeitou e fuzilou sem chances para o gol de Fábio. Era a senha para mostrar que a partida estava resolvida. Montillo, pouco inspirado, não rendia. E Cruzeiro sentiu a falta do seu principal jogador, ainda artilheiro do Brasileirão com cinco gols.

No banco, Joel Santana tentou mudar o cenário desfavorável sacando o lateral-direito Vitor, inoperante, para colocar Roger aos 12 minutos. E a mudança começou a fazer efeito. Ao lado de Montillo, o meia começou a conduzir melhor o jogo.

O Cruzeiro melhorou e na segunda alteração de Joel Santana, Ortigoza, que entrou no lugar de Thiago Ribeiro, deu o passe para o gol de honra do Cruzeiro marcado por Wallyson, que marcou seu primeiro gol no Brasileirão.

A reação parou por aí. O São Paulo ainda fez as três alterações, saíram Dagoberto, Casemiro e Rivaldo. O último, já quase nos acréscimos saiu ovacionado pela torcida para dar lugar a Dener, que fez sua estreia no time profissional. Com Rivaldo e sem Carpegiani, o São Paulo reencontrou a vitória.

FICHA TÉCNICA – SÃO PAULO 2 x 1 CRUZEIRO
Local:
Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 9 de julho de 2011, sábado
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Assistentes: Dibert Pedrosa Moisés (Fifa-RJ) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ)
Renda: R$ 284.320,00
Público: 11.965 pagantes
Cartões Amarelos: Dagoberto, Rivaldo (SP); Montillo, Everton, Gil, Naldo, Fabrício (CRU)

Gol: Dagoberto, aos 20 minutos do 1º tempo. Marlos, a 1 minuto e Wallyson, aos 25 minutos do 2º tempo.

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Jean, Rhodolfo, Xandão e Juan; Rodrigo Souto, Wellington, Casemiro (Zé Vitor) e Rivaldo´(Dener); Marlos e Dagoberto (Fernandinho). Técnico: Milton Cruz

CRUZEIRO: Fábio; Vitor (Roger), Gil, Naldo e Everton; Leandro Guerreiro, Fabrício, Marquinhos Paraná e Montillo; Thiago Ribeiro (Ortigoza) e Wallyson (Brandão) Técnico: Joel Santana

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