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Com risco de ser superado por Messi, brasileiro contesta números

Mazolla é hoje o maior artilheiro de uma única edição da Liga dos Campeões, com 14 gols. Argentino já tem 12

Paulo Passos, iG São Paulo* |

Ser comparado a Lionel Messi é o melhor elogio que um jogador de futebol – menos Cristiano Ronaldo - pode receber hoje em dia. Porém, um brasileiro que já parou de jogar há mais de 30 anos não quer saber de ver uma marca sua igualada à que o argentino está prestes a chegar. Na temporada 1962/63, José João Altafini, o Mazolla, fez 14 gols na Liga dos Campeões, o que lhe deixa até hoje como o maior artilheiro de uma única edição do torneio. Messi está a dois gols do feito.

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Mazolla (de branco) marcou dois gols na final da Liga dos Campeões de 62/63, contra o Benfica
“Nem pensar. Vieram me falar isso aqui na Itália e já corrigi. Eu fiz 14 gols em 9 jogos, incluindo a final. Se o Messi fizer 14 gols, lindo, mas não é a mesma coisa, vai ter jogado mais partidas”, afirma Mazolla, em entrevista ao iG por telefone, direto de Milão, onde mora.

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O ex-atacante, que venceu a Copa de 1958 com o Brasil e também defendeu a seleção italiana do Mundial de 1962, é um ídolo no país europeu, onde jogou no Milan, Napoli e Juventus . Venceu três Campeonatos Italianos, um pelo Milan e dois pela Juventus, e uma Liga dos Campeões no time de Milão. No Brasil, jogou no XV de Piracicaba e no Palmeiras . Hoje, trabalha como comentarista esportivo.

Prestes a bater o recorde do brasileiro, Messi disputou até agora oito partidas na atual edição da Liga dos Campeões e marcou 12 gols. Nesta terça-feira, o argentino tem a chance de superar o ex-atacante brasileiro na partida do Barcelona contra o Milan pelas quartas de final do torneio. Basta ele repetir o que já fez oito vezes nesta temporada: marcar três ou mais gols em um único jogo.

VEJA TAMBÉM: Messi marca 3 e torna-se o maior artilheiro da história do Barcelona


Dono do recorde até agora, Mazolla, marcou oito gols na primeira fase da então Copa da Europa, hoje Liga dos Campeões, na temporada 1962/63, contra o Union Luxembourg. Nas quartas de final, fez quatro diante do Galatasaray, da Turquia. Na semifinal, contra o Dundee, da Escócia, passou em branco, mas marcou duas vezes contra o Benfica na decisão do título, vencido pelo Milan.

E MAIS: Guardiola compara Messi a Michael Jordan e não vê recorde ser quebrado

“Além de menos jogos, a competição era outra. Naquela época, apenas os campeões nacionais disputavam o título”, argumenta o ex-atacante. “Acho que o Messi vai passar dos 14 gols, mas é outro recorde. O meu não tem nada a ver. Bati uma marca que era do Di Stefano”, completa.
Apesar da “bronca” com as comparações, Mazolla vê Messi como o melhor jogador do mundo na atualidade “muito à frente dos demais”. Por isso, acredita que o Barcelona é favorito no duelo desta terça-feira.

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Ídolo do Milan, Mazolla, entre Cesare Maldini e Fabio Capello, venceu um título do Italiano e outro da Liga dos Campeões no clube


“Se tivesse com o Thiago Silva, o Milan teria um jogo de igual para a igual. O Thiago é hoje o melhor jogador brasileiro na Europa”, defende, O zagueiro está lesionado e desfalcará o clube italiano. “Sem ele, o Barça tem muita vantagem. É o melhor time do mundo, sem dúvida. Chegam 15 vezes na frente do gol por jogo”, afirma.

Neymar na Europa
Com a experiência de quem foi jogar na Itália com 19 anos, Mazolla faz coro à opinião de Ronaldo, que acredita que Neymar só será o melhor do mundo se atuar na Europa. “A Europa dá visibilidade que não tem no Brasil. Sobretudo na Itália, o jogador evolui cerca de 30%”, opina.

“O Pelé fez mil e 200 gols, mas ninguém seguia na época. Todo mundo sabe o registro, admira e tal, mas não via na época”, afirma Mazolla.

*colaborou Francisco De Laurentiis, iG São Paulo

 

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