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Com quatro horas de atraso e vinte de voo, Inter está em Abu Dhabi para o Mundial

No aeroporto delegação evitou o saguão, mas teve contato com torcedores na chegada ao hotel. Cansaço fez treinamento ser atrasado em duas horas

Marcel Rizzo, enviado iG a Abu Dhabi |

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Depois de 20 horas de viagem, e com quatro horas de atraso, a delegação do Internacional está em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para tentar o bicampeonato mundial. Com voo fretado direto de Porto Alegre, mas com escala em Lagos, capital da Nigéria para reabastecimento, a viagem atrasou durante a estada na África, por burocracia no aeroporto.

O elenco, diretores, jornalistas e torcedores que estavam no voo passaram até fome em Lagos, na Nigéria. O problema é que o aeroporto funciona parcialmente de madrugada e não havia funcionários para fazer o reabastecimento da aeronave. A tripulação, que seria trocada no local, demorou duas horas para conseguir sair do avião porque não havia ninguém para colocar a escada na porta do veículo.

Por pelo menos duas horas todos a bordo tomaram apenas água. Os jogadores viajaram de primeira classe, com maior conforto, mas mesmo assim reclamaram do tempo parado e da falta de alimentação. Quando funcionários começaram a chegar, novo problema: não havia um controlador para liberar a decolagem. Por fim, o aeroporto cobrava cerca de US$ 800 (R$ 1.400)  para liberar a saída do avião, mas a operadora que fez a viagem para o Inter alegava já ter pago. Depois de cinco horas, o avião finalmente decolou. 

Os jogadores desembarcaram com aparência de cansados, apesar de ainda bem vestidos com os ternos bem cortados com qual embarcaram no Brasil. O grupo não passou pelo saguão, puderam entrar no ônibus pela parte interna do aeroporto, e só teve contato com os torcedores na chegada ao hotel Beach Rotana.

Estamos cansados, mas confiantes. Espero começar a treinar logo e jogar logo, disse o atacante Alecsandro, único a falar enquanto esperava o elevador no hotel.

Com chegada prevista inicialmente para 11h30 local (5h30 de Brasília), o avião que trazia a delegação do Inter, jornalistas, diretores, conselheiros e torcedores só desembarcou às 15h39min (9h39 de Brasília). Houve confusão para saber se os atletas passariam pelo saguão. Á espera do clube, somente quatro torcedores. Pai, mãe e dois filhos que viajaram ao Oriente Médio para torcer pelo clube que amam.

A auto-estima do torcedor do Internacional aumentou bastante.  Não fomos para o Japão em 2006, por exemplo, mas aqui estamos em Abu Dhabi para torcer agora confiante, disse o advogado Eduardo Bertholdo, acompanhado da esposa Cláudia e dos filhos Fernando e Rodrigo.

Marcel Rizzo
Eduardo Bertholdo e sua família eram os único quatro torcedores no aeroporto, ficaram à espera do time, mas não viram os jogadores

Infelizmente ele não pôde ver a chegada dos jogadores. A organização do Mundial decidiu que o time sairia por trás do aeroporto e isso foi feito. O ônibus passou lentamente pela frente do Terminal 1, acompanhado por dois carros e duas motos de polícia. O iG registrou a imagem com exclusividade.

Hotel
A chegada ao hotel foi mais concorrida. Alguns torcedores, cerca de 50, já esperavam os jogadores. Alguns estão hospedados em hotéis próximos, outros no próprio Rotana.  Os jogadores deixaram o ônibus com cara de cansados. Alguns, como DAlessandro, com cara de mau humor. Outros, como Giuliano, sorrindo.

Para se adaptar ao fuso de seis horas eles foram orientados a não dormir. Se alimentaram e o treinamento, marcado inicialmente para as 18h local (12h de Brasília), foi atrasado para as 20H (14h). O Inter trabalhará no Sultan Bin Zayed Centro de Treinamento, que pertence ao exército dos EAU.

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