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Com objetivos distintos, Bahia e Botafogo amargam empate

Disposto a voltar ao G4, Botafogo saiu na frente no placar, mas cedeu o empate para os anfitriões

Gazeta |

De um lado, o Botafogo tentando de tudo para voltar ao G4, enquanto isso, o Bahia correndo, preocupado com a iminência da zona de rebaixamento.

Os dois times protagonizaram um grande duelo na tarde deste domingo, no Estádio de Pituaçu, e ninguém levou a melhor. Os anfitriões estavam atrás de sua primeira vitória em casa no Campeonato Brasileiro e os visitantes buscavam recuperar os pontos perdidos no empate diante do Atlético-GO, no Rio de Janeiro mas, com um gol de cada lado, ninguém conseguiu cumprir sua meta.

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O Jogo
Tecnicamente muito enfraquecido, o Bahia sentiu, desde o apito inicial, a ausência de Jobson, seu principal jogador que, por força do contrato, não pôde entrar em campo. Apostando nos passes de Ricardinho, que pouco encontraram os pés de Junior e Lulinha, os baianos foram praticamente inertes no primeiro tempo. Com maior posse de bola, os cariocas travavam as tentativas do Bahia e contra-atacavam, mas sem tanta eficiência.

Aos 25 da primeira etapa, a primeira boa oportunidade da partida foi criada pelos anfitriões. O atacante Junior, que voltava para buscar o jogo por causa da ineficácia do meio-campo, encontrou o lateral Marcos pela direita, que dominou e devolveu. Junior lançou Lulinha, que recebeu boa bola, mas estava em posição de impedimento.

Assustados, os principais jogadores do Botafogo resolveram chamar a responsabilidade e partir para cima do Bahia, que não conseguia articular boas jogadas. Aos 28 minutos, Maicosuel recebeu no meio-de-campo, arrancou com velocidade, driblou, mas foi desarmado. Um minuto mais tarde, o mesmo Maicosuel tentou abrir caminho pela direita e acabou derrubado por Ricardinho. Elkeson foi para a cobrança, muito vaiado pela torcida do Bahia, que viu o jogador defender por quase cinco anos a camisa do rival Vitória.

O ângulo não era favorável, mas Elkeson foi mortal e mandou no ângulo direito da meta de Lomba para abrir o placar em Pituaçu.

O Bahia não sentiu o gol e continuou fazendo o mesmo de antes: nada. Tanto que, aos 37, Herrera teve a oportunidade de fazer o segundo, ao receber a bola na entrada da área com liberdade, mas acabou acertando a trave.

Aos 40, a primeira chance real do Bahia aconteceu, com o jogador que tentava dar um pouco mais de dinâmica ao meio-campo da equipe, que era Ricardinho. Ele cobrou uma falta perigosa no primeiro pau e a zaga acabou afastando. Depois dessa lance, o Botafogo só tocou a bola de lado e esperou o apito.

No segundo tempo, Caio Junior deu uma de Mano Menezes e tirou, no intervalo, seu jogador que já tinha cartão amarelo. Somália deu espaço para a entrada de Léo, recém-contratado.

A tônica da sequência da partida foi golpe e contragolpe. O Bahia voltou com fôlego total e teve chances reais de igualar o placar aos três, aos cinco e aos seis minutos, com Junior. A última delas foi uma bicicleta do camisa 99, que saiu pela linha de fundo.

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O argentino Herrera, do Botafogo, disputa lance pelo alto com Jean Carlos, atleta do Bahia

Aos sete minutos, os visitantes responderam. Maicosuel cobrou escanteio e Herrera cabeceoou. A bola passou raspando pelo travessão. O Bahia não deixou barato e, um minuto depois, Gabriel cruzou na área e a defesa carioca deu mole, deixando completamente livre o atacante Junior, que chutou e obrigou Renan a fezer bela defesa. No rebote, Lulinha bateu e a bola foi desviada.

Um lance inusitado chamou a atenção aos dez minutos da segunda etapa. O lateral Maranhão, que entrou no intervalo e fazia uma boa partida, assustando o Botafogo pelo lado esquerdo, tentou uma firula chamada "chute no vácuo", eternizada pelo chileno Valdívia, mas não conseguiu executá-la com eficiência. Na verdade, pisou no próprio pé, furou e caiu de mau jeito, deslocando o cotovelo. O jogador foi substituído.

O Bahia sofreu um baque e diminuiu o ritmo e, no momento em que o Botafogo era melhor no jogo, Jancarlos cobrou escanteio e mandou a bola na cabeça de Fahel, que cabeceoou muito bem e deixou tudo igual em Pituaçu, para o delírio dos torcedores, que lotaram completamente o estádio na tarde deste domingo.

O Botafogo, desgastado, e o Bahia, satisfeito com o empate, concentraram o jogo no meio-de-campo até Leandro Vuaden levantar os braços e encerrar a partida.

FICHA TÉCNICA - BAHIA X BOTAFOGO

Local: Estádio de Pituaçu, em Salvador (BA)
Data: 10 de julho de 2011 (Domingo)
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Erich Bandeira (PE) e Júlio César Rodrigues Santos (RS)
Público: 32.157 pagantes
Renda: R$ 787.897,50
Cartões amarelos: Somália e Márcio Azevedo (Botafogo), Marcone, Lulinha e Titi (Bahia)

GOLS:
BOTAFOGO: Elkeson, aos 29 do primeiro tempo.
BAHIA: Fahel, aos 32 do segundo tempo.

BAHIA: Marcelo Lomba; Jancarlos, Paulo Miranda, Titi e Marcos (Maranhão) (Rafael); Marcone, Fahel, Diones, Ricardinho (Gabriel) e Lulinha; Junior
Técnico: René Simões

BOTAFOGO: Renan; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo (Thiago Galhardo); Lucas Zen, Somália (Léo), Marcos Vinícius, Maicosuel e Elkeson; Herrera (Caio)
Técnico: Caio Junior
 

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