Time da capital dominou as estatísticas, mas parou nos erros de finalização e na eficácia do rival

O Corinthians perdeu a invencibilidade contra a Ponte Preta na quarta-feira no Pacaembu em uma partida que pelos números e estatísticas, foi toda favorável ao time da casa. De acordo com números do FootStats, o Corinthians teve a 64% da posse de bola e finalizou mais que o dobro de vezes que o rival, apesar da derrota por 1 a 0 . A Ponte Preta, mais precisa, acabou prevalecendo.

Ponte comemora gol da vitória no Pacaembu
Gazeta Press
Ponte comemora gol da vitória no Pacaembu

“Tivemos bom controle de posse de bola, mas não fomos eficientes na hora de arrematar a gol. Em um jogo como este é preciso pressionar o tempo todo, mas ter cuidado para não deixar o adversário chegar. Ele chegaram e fizeram o gol”, disse Tite, após a partida.

O treinador tem razão. A Ponte Preta foi muito mais eficiente. O Corinthians arrematou 17 bolas contra o gol de Bruno. Apenas três delas foram no alvo, ou seja, 83% dos chutes foram para fora. Já a Ponte Preta, que chutou oito vezes na meta de Júlio César, acertou duas entre as traves e teve aproveitamento de 25% nos seus chutes no alvo certo. Um deles entrou.

“Sabíamos que teríamos de fazer um gol primeiro para mudar a postura da Ponte Preta, que veio muito bem na sua postura defensiva e de marcação. Não tivemos essa felicidade e depois ficou difícil furar a defesa com eles na frente”, avaliou Tite.

O Corinthians, de acordo com o FootStats, tentou dar 483 passes durante o jogo e acertou 437, 90% do total. A Ponte, com menos posse de bola, tentou 159 e acertou 141.

Nas finalizações, Dentinho, com três tentativas, não foi às redes. Já Éverton Santos, no único chute que deu a gol, foi feliz. “Não foi nosso dia. Criamos boas chances, mas a boa não entrou. Futebol é assim. É levantar a cabeça e melhorar no próximo jogo”, disse o atacante Liedson, que chutou para fora os dois chutes que tentou.

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