Para o técnico Mano Menezes, país não tem crise de falta de jogadores e ainda busca definição de conjunto

Apesar de algumas novidades na convocação da seleção brasileira para o amistoso contra Gana, no próximo dia 5 de setembro, o técnico Mano Menezes não fará mudanças drásticas no esquema tático da equipe, que deve se manter no 4-3-1-2, variando para o 4-2-3-1. O treinador justificou a confiança da CBF em seu trabalho e afirmou que a evolução da seleção acontecerá com o tempo.

“A questão tática não vai mudar muito. Depois da derrota para a Alemanha, me perguntaram sobre o protagonismo que desde o início desejamos implantar na seleção. Não tem como simplesmente baixar um decreto para que nos tornemos protagonistas. Não acontece com um ato unilateral. Vamos construindo isso com o passar do tempo”, declarou Mano Menezes.

O treinador também descartou que a seleção atravesse uma crise de bons jogadores e aponta o fato de ainda não existir um conjunto como justificativa para os últimos resultados ruins. Nos 13 jogos no comando da seleção, foram seis vitórias, quatro empates e três derrotas, além de uma eliminação para o Paraguai nas quartas de final da Copa América.

“Não estamos atravessando uma crise existencial. O fato é que no momento não temos uma equipe e vamos avançando para tê-la, aos poucos, com a menor instabilidade possível. Algumas vezes como no jogo passado, vamos poupar alguns jogadores mais jovens, que penso terem muito mais potencial, mas isso obedece a essa estratégia de dar mais estabilidade que precisamos atravessar”, disse o treinador.

Sobre as criticas que a seleção tem recebido, o treinador afirmou que não se incomoda com as opiniões contrarias ao seu trabalho no comando da seleção. “Não acho injusto as críticas que estão sendo feitas nesse momento. Tenho ouvido com atenção, aprendido bastante com elas. Algumas outras críticas a gente apaga, porque tem gente que é mais humorista do que jornalista esportivo", afirmou Mano Menezes.

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