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Clube não aceitou ceder centro de treinamento para seleções durante o Mundial de 2014 no Brasil

O São Paulo não irá ceder as duas dependências para a organização da Copa do Mundo de 2014 . A decisão foi confirmada pelo clube, que não mantém boas relações com a Fifa, organizadora do Mundial, desde quando o Morumbi foi excluído do evento. O estádio são-paulino estava no projeto inicial da Copa como sede da cidade de São Paulo, mas foi sacado em junho de 2010. Dois meses depois, o projeto do “Fielzão”, do Corinthians, foi confirmado como estádio paulista para o Mundial .

Mesmo sem Copa, São Paulo reforma o Morumbi com critérios da Fifa

Em 2010, o São Paulo se credenciou para ceder seu centro de treinamento, na Barra Funda, na capital paulista, para ser utilizado como campo oficial de treinamento durante o Mundial. O clube, entretanto, informa que já solicitou o descredenciamento. "Eles fizeram algumas exigências e o São Paulo não está disposto a mudar sua programação para atendê-las", afirmou ao iG João Paulo de Jesus Lopes, vice-presidente do clube.

O COL (Comitê Organizador Local da Copa) informou ao iG que sete locais em São Paulo estão credenciados para serem usados durante o Mundial como campo de treinamentos: os centros de treinamentos de São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Portuguesa e Pão de Açúcar, além do Pacaembu e do novo estádio do Palmeiras.

“Até agora ninguém oficializou o descredenciamento. Agora, quem quiser sair da lista é só pedir”, afirmou o diretor de comunicação do COL, Rodrigo Paiva.

Os campos oficiais de treinamento são utilizados pelas seleções que disputarão a Copa durante o evento nas cidades dos jogos. Eles são cedidos à Fifa durante a competição.

Nesta quinta-feira, o iG revelou que por causa de uma briga política, o Palmeiras quase abriu mão de participar da Copa do Mundo de 2014 e das Confederações em 2013 . O diretor jurídico do clube, Piraci Oliveira, afirmou ao COL que não tinha interesse em ceder o centro de treinamentos e o estádio para o Mundial.

O presidente palmeirense, Arnaldo Tirone, entretanto, entrou em contato com o COL para negar a posição do seu diretor e colocar as dependências do clube a disposição da Fifa.

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