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Com melhor aproveitamento, Carpegiani busca título pelo São Paulo

Treinador melhora números da primeira passagem pelo clube, mas precisa de conquista para mudar imagem

Levi Guimarães, iG São Paulo |

Depois de 25 jogos em sua segunda passagem pelo São Paulo, o técnico Paulo César Carpegiani acumula números respeitáveis. Com 16 vitórias, 3 empates e 6 derrotas, seu aproveitamento é de 70,8% dos pontos. A marca supera o desempenho que ele obteve em 1999, de 64,1%, que já foi suficiente para colocá-lo entre os cinco técnicos com melhor aproveitamento da história do clube.

Os bons números, porém, ainda não significam para Carpegiani ter o status de um grande técnico no clube do Morumbi. Ele precisa, além das estatísticas, conquistar um título para superar o rótulo de “treinador de primeira fase”. Na primeira passagem, foram 40 vitórias, 9 empates e 18 derrotas em 67 jogos, mas uma coleção de eliminações nos campeonatos disputados.

Em 1999, o São Paulo se acostumou a uma rotina ingrata. Fazia ótimas campanhas na primeira fase das competições que disputou, às vezes até terminando como líder, mas caía sempre antes de chegar às decisões. Só diante do rival Corinthians, por exemplo, foram duas eliminações, nas semifinais do Paulistão e do Campeonato Brasileiro.

O ano começou com o Rio-São Paulo. Depois de terminar a primeira fase como líder do grupo 2, o São Paulo enfrentou o Vasco, segundo melhor do grupo 1, na semifinal. Chegou a vencer o primeiro jogo, fora de casa, por 3 a 2, mas acabou eliminado ao perder para a equipe carioca por 3 a 1 em pleno Morumbi.

No estadual, situação semelhante. Carpegiani levou o time à melhor campanha de seu grupo - que ainda tinha Palmeiras e Portuguesa - e do campeonato, com sete pontos a mais que o segundo melhor. Na semifinal, contra o Corinthians, segundo do outro grupo, uma derrota por 4 a 0 no jogo de ida definiu a eliminação.

Na Copa do Brasil, mais uma participação decepcionante. Depois de eliminar o CSA-AL e o Ypiranga-AP com goleadas por 4 a 0 e 4 a 1, respectivamente, o São Paulo foi eliminado pelo Botafogo ainda nas oitavas-de-final, com um empate por 1 a 1 no jogo de ida e derrota pro 3 a 1 na volta.

Fora da Libertadores daquele ano, o único torneio internacional disputado foi a Copa Mercosul. Em um grupo com San Lorenzo e Boca Juniors, da Argentina, e Universidad Católica, do Chile, a equipe terminou a primeira fase na terceira posição e sequer se classificou para as quartas-de-final.

Por fim, no Campeonato Brasileiro, o São Paulo obteve a quinta melhor campanha depois de 21 jogos da primeira fase e se classificou para a fase eliminatória da competição, algo que não acontecia desde 1994. Nas quartas-de-final, eliminou a Ponte Preta. Mas na semifinal perdeu duas vezes para o Corinthians e foi eliminado, com direito a dois pênaltis perdidos por Raí diante de Dida.

Com os números da atual passagem somados aos de 1999, Carpegiani já melhorou seu aproveitamento pelo São Paulo para 65,22% e se consolidou como quinto melhor da história nesse quesido - o melhor, Joreca, tem 72,87% de aproveitamento em 172 jogos. Mas, mesmo assim, um título em 2011 é a única maneira para ele conquistar a torcida e entrar definitivamente para a história do clube.

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