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Futebol
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Com golaço e 90 minutos em campo, Rivaldo brilha na estreia

Ex-melhor do mundo jogou pela primeira vez com a camisa do São Paulo na vitória contra o Linense

Paulo Passos, iG São Paulo |

O físico esguio e as pernas tortas são iguais aos de quando ele estava no auge. Os trejeitos, também. A cabeça é levemente inclinada para baixo e os braços compridos só se flexionam quando Rivaldo dá um pique. E apesar dos 38 anos, eles aconteceram. Assim como o tradicional toque de letra, o elegante lençol e até o golaço.

Na primeira partida com a camisa do São Paulo, nesta quinta-feira, na vitória de 3 a 2 contra o Linense, Rivaldo conseguiu mostrar a genialidade que o levou ganhar uma Copa e a ser eleito melhor jogador do mundo. O último jogo do meia-atacante havia sido no dia 4 agosto do ano passado, no longínquo Uzbequistão.

Os mais de seis meses sem atuar puderam ser notados já nos primeiros minutos de jogo. Não pela falta de ritmo ou dificuldade de se posicionar. Isso Rivaldo mostrou não ter dificuldade. A vontade de buscar a bola é que indicava o longo período fora dos gramados.

AE
Rivaldo, que disputou sua última partida em 4/8/2010, ficou em campo os 90 minutos contra o Linense


Já no início da partida, o novo camisa 10 do São Paulo mostrou que estava com fome de jogo. Aos dois minutos, deu o primeiro toque diferenciado na bola, ao lançar Dagoberto.

As tentativas de lançamento foram as principais jogadas do meia-atacante no primeiro tempo. Após os 45 minutos iniciais, Rivaldo fez apenas uma promessa. Tentaria permanecer em campo até o final. “Dá para jogar, se me cansar falo com o treinador, mas por enquanto ta tudo bem”, disse o tímido craque.

Golaço e 90 minutos

O gol de Eric, do Linense, logo aos 6 minutos do segundo tempo, parecia estragar a noite são paulina. O placar adverso não era a única novidade da volta do intervalo. Rivaldo passava agora a ter mais liberdade em campo e jogar mais avançado.

Foi justamente assim, dentro da grande área que ele recebeu um lançamento aos 11 minutos do segundo tempo. Com a calma que lhe peculiar, tocou a bola com a coxa e, assim, deu um lençol no marcador. Depois, só teve o trabalho de tocar para dentro do gol do Linense, enganando Paulo Musse.

Minutos depois, Rivaldo mudou de posição. Com a entrada de Fernandão no lugar de Zé Vitor, o camisa 10 recuou para o meio. “O professor pediu para eu jogar de volante. Sem problemas, mas me desgastei um pouco mais. É difícil correr atrás dos adversários”, explicou ao final da partida.

Na sequência, o São Paulo virou o jogo, que encerrou em 3 a 2. Mesmo recuado e mais discreto, Rivaldo ainda teve lampejos de genialidade. Um deles aos 37 minutos do segundo tempo, quando o afobado Alessandro Cambalhota tentou dar um bote no meia-atacante. Com a calma e falsa lentidão que lhe são características, Rivaldo tocou a bola por cima da cabeça do marcador, que voltou para casa podendo dizer que tomou um lençol de um jogador que um dia foi o melhor do mundo.
 

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