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Com forte calor do verão, parada para hidratação ganha adeptos

Treinadores aproveitam pausa para dar instruções e dois minutos dependem do bom senso do árbitro

Frederico Machado, iG Belo Horizonte* |

Futura Press
Leão usa parada para hidratação para orientar seus jogadores
O verão tem elevado as temperaturas em várias cidades do país. Com isso, as paradas para hidratação durante as partidas nos Estaduais têm se tornado mais constantes. Se o objetivo inicial é de preservar a saúde dos jogadores por conta do forte calor, os treinadores têm utilizado a pausa para passar instruções aos seus atletas e a chamada "paradinha" ganha cada vez mais adeptos.

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No último final de semana, o clássico entre Palmeiras x São Paulo foi disputado em Presidente Prudente com um calor superior a 30 graus. O Palmeiras dominava o primeiro tempo e vencia por 1 x 0 até que o árbitro Wilson Luiz Seneme parou a partida para que os atletas se hidratassem. O técnico Emerson Leão usou os dois minutos de paralisação para corrigir os defeitos do time e deu certo, já que o empate veio aos 30 minutos com Cícero. "Se não fosse a parada técnica, teríamos tomado mais gols no primeiro tempo", declarou o treinador são-paulino depois da partida.

O técnico do Cruzeiro, Vágner Mancini, aprova a paradinha. "Acho muito inteligente, deveria ser norma da Fifa em jogos de temperatura alta. Não só para os atletas se hidratarem. Mas é um tempo para o treinador acertar alguma coisa. O jogo fica muito melhor e mais emocionante quando você tem a chance de, na metade dos tempos, intervir e arrumar o seu time", afirmou Vágner Mancini. Normalmente, os juízes optam por parar o jogo entre 20 e 25 minutos de cada tempo.

Os jogadores concordam com os treinadores. "Acho válido, temos temperaturas altas em jogos às 16h. Importante para hidratar, às vezes não tem tempo de pegar uma água no banco. Até porque tem uma instrução do treinador e pode corrigir erros", disse o meia Roger.

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Roger aprova a parada para os jogadores beberem água
O volante Sandro Silva, do Internacional, confirma que uma conversa com o treinador mais próximo pode sim resolver um problema de posicionamento da equipe. "Técnico consegue resolver algumas coisas, pois acaba ficando mais próximo do jogador. Quando está longe, você acaba não ouvindo", explicou Sandro Silva.

Tendência
A parada para hidratação não está no regulamento das competições, mas é uma orientação da Fifa em jogos de temperatura mais alta. "Não está no regulamento do Campeonato Paulista, mas a Fifa orienta os árbitros a terem bom senso nesse sentido. A Federação Paulista instrui seus árbitros para que sigam essa orientação da Fifa e eles têm acatado isso", explicou o presidente da comissão de arbitragem da Federação Paulista, Coronel Marinho.

A parada para hidratação não é obrigatória e depende de decisão do juiz. Mas os próprios atletas já solicitam tal medida faz certo tempo. "Essa questão ganhou mais importância depois da morte do Serginho, do São Caetano (na partida contra o São Paulo, no Morumbi, em 2004). Tentamos mudar o horário dos jogos, mas a televisão não permitiu. Então uma solução foi brigar por essa parada para hidratação", explica o diretor financeiro do Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo (Sapesp), Luis Eduardo Pinella.

Os dois principais Estaduais do país já usam a "paradinha" e a tendência é que se torne uma "mania nacional". "No Rio de Janeiro já temos isso também. No Brasileirão do ano passado alguns árbitros já adotaram. Cada vez mais eles estão adotando isso e acredito que deve virar uma tendência no futebol brasileiro", concluiu o Coronel Marinho.

*com João Pontes, iG São Paulo; e Gabriel Cardoso, iG Porto Alegre

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