Ex-presidente do Palmeiras defende descentralização do futebol e quer instalação de Comitê Gestor

O ex-presidente Mustafá Contursi segue usando sua influência política na vida do Palmeiras . Desta vez, ele organiza um documento que pede que o futebol passe a ser comandado por um conselho gestor, com a ideia de descentralizar o poder. A atitude é um exemplo que unifica todo o processo de “fritura” que o atual vice-presidente de futebol, Roberto Frizzo, sofre dentro da Academia de Futebol.

Apesar de ser muito elogiado pelos jogadores pela mudança de clima em relação à diretoria passada, o dirigente não agrada a alguns conselheiros. O curioso é que as uniões para desgastar a imagem de Frizzo vêm do seu próprio grupo, ou seja, de pessoas que votaram junto com ele para que Arnaldo Tirone se tornasse o presidente do Palmeiras em janeiro e até para que ele se tornasse o 1º vice-presidente.

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No último fim de semana, o Mustafá Contursi passeou pelo que ainda está de pé no clube recolhendo assinaturas de alguns conselheiros e recebendo “não” de outros. Alguns da ala do também ex-presidente Affonso Della Mônica, por exemplo, consideram que o documento não tem intuito de mudar o jeito de gerir o futebol, mas servirá apenas para atacar Frizzo de forma direta, já que a mudança seria pauta em uma reunião do Conselho Deliberativo.

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Para ganhar assinaturas, Mustafá, que foi muito criticado por práticas como a lista negra, que proibia pessoas de entrar no clube durante seu mandato, diz que o atual modelo de gestão do futebol é centralizador e absolutista e gera problemas que só serão identificados tardiamente, na apresentação do balanço.

Roberto Frizzo, vice de futebol, precisa de apoio de Arnaldo Tirone
AE
Roberto Frizzo, vice de futebol, precisa de apoio de Arnaldo Tirone


Apesar de declarar que o lado social do clube é mais importante que o futebol , Mustafá elabora o plano para alterar o setor que para ele fica em 2º plano no Palmeiras há algumas semanas e tenta chegar a 60 assinaturas.

Estatutariamente, o presidente Arnaldo Tirone poderia nomear um diretor de futebol para acompanhar Roberto Frizzo, mas não o faz porque sabe que isso desagradaria seu companheiro de chapa, que prefere trabalhar diretamente com a comissão técnica, que já conta com o gerente administrativo Sérgio do Prado e o supervisor técnico e ex-volante Galeano.

Ataques também têm outros alvos

Apesar de gastar a maior parte das forças para derrubar Roberto Frizzo, o grupo também tem outros alvos. O gerente administrativo, Sérgio do Prado, o gerente de marketing, Juan Rafael, os assessores de imprensa do clube e também do presidente Tirone e o setor jurídico são outros exemplos de alvos desses conselheiros.

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