Transação "lucro certo" também foi efetuada nas negociações envolvendo o atacante Neymar e o lateral Jonathan

Com a transação do volante Danilo para o Porto, de Portugal , o Santos concluiu mais uma operação “lucro certo”. A operação já havia sido executada na venda do lateral-direito Jonathan para a Inter de Milão, da Itália, e na compra de 5% dos direitos econômicos do atacante Neymar , adquiridos pela empresa Teisa (Terceira Estrela Investimentos S/A), grupo de investidores, administradores e conselheiros do clube.

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Volante Danilo treina no CT Rei Pelé ciente de que deve atuar no futebol português
Gazeta Press
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Em todas as negociações, o Santos comprou parte dos jogadores visando lucro no dia seguinte. No caso de Danilo, o clube exerceu o direito de compra dos 37,5% dos direitos econômicos do atleta pertencentes à DIS, braço esportivo do Grupo do Sonda. O acordo aconteceu na última segunda-feira, um dia antes de o clube fechar a venda do atleta para o Porto.

Os dirigentes santistas agiram com rapidez para lucrar mais na negociação. Isso porque o valor pago pela porcentagem foi referente à proposta do Benfica, de Portugal: 10 milhões de euros (cerca de R$ 22,2 milhões). O Santos pagou 3,75 milhões de euros (cerca de R$ 8,3 milhões) à DIS e lucrou cerca de R$ 1 milhão de euros (cerca de R$ 2,2 milhões) em menos de 24 horas, já que vendeu o volante ao Porto por 13 milhões de euros. Os 37,5%, portanto, passaram a valer 4,8 milhões de euros (cerca R$ 10,6 milhões).

No total, o Santos lucrou 9,6 milhões de euros (cerca R$ 21,2 milhões) com Danilo, pois recebeu de graça da DIS, no início da temporada passada, outros 37,5% do jogador, já que os investidores tentavam criar um bom relacionamento com o clube na época. O contrato de Danilo possui uma cláusula que obrigava o Santos a cobrir a porcentagem da DIS em caso de propostas acima de 6,6 milhões de euros (R$ 14,7 milhões).

Investidores lucraram com Jonathan e Neymar

No caso de Neymar, a Teisa fez um excelente negócio. Os investidores, que são integrantes do Grupo Guia (Gestão Unificada de Inteligência e Apoio ao Santos), pagaram para o clube R$ 3,5 milhões por 5% dos direitos econômicos de Neymar. Levando em conta o valor da multa, que estava avaliada em 35 milhões de euros (cerca de R$ 78,3 milhões), os 5% custavam R$ 3,9 milhões.

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Só que a multa aumentou para 45 milhões de euros (cerca de R$ 100,7 milhões) no dia seguinte. Com isso, os R$ 3,5 milhões investidos pela empresa passam a valer R$ 5 milhões em menos de 24 horas. Já com Jonathan, o Santos finalizou o pagamento dos 2 milhões de euros ao Cruzeiro, valor referente a 50% dos direitos econômicos do atleta, às vésperas da transferência do atleta para a Inter de Milão.

A Teisa pagou 800 mil euros por 20%, e o Santos pagou 1,2 milhão de euros por 30%. A transação com a Inter girou em torno de 5 milhões de euros (cerca de R$ 11,3 milhões). O lucro era tratado como certo, pois o jogador já buscava a obtenção do passaporte italiano desde quando defendia o Cruzeiro. 

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