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Clube perdeu em 2ª instância ação por cheque sem fundos não incluída no acordo de 2009 e tenta último recurso em Brasília

O Flamengo está perto de ter de pagar mais R$ 1,5 milhão à Player Empreendimentos Esportivos e Culturais , que administra a carreira do sérvio Dejan Petkovic, em função de dívida por atraso de parcelas de direito de imagem do jogador. O clube, que já havia sido condenado em primeira instância , foi novamente derrotado na 17ª Câmara Cível, em decisão unânime dos desembargadores proferida em junho deste ano. Agora, a terceira vice-presidência do Tribunal de Justiça do Rio decidirá em breve se há base para que o caso seja encaminhado para o Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, como informou a assessoria do TJ-RJ. O recurso especial impetrado pelo clube foi publicado no dia 29 de agosto (número do recurso: 0087345-94.2003.8.19.0001).

Petkovic saúda a torcida ao entrar no gramado do Engenhão para sua despedida oficial
AE
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No caso de negativa do seu recurso, a sentença será executada e o clube terá de pagar mais de R$ 1,5 milhão ao jogador, que já fez partida de despedida contra o Corínthians, em 5 de junho no Engenhão , mas ainda tem contrato até o fim deste ano . O motivo da ação foi um cheque dado pelo clube no valor de R$ 718.228,40 para pagamento de direitos de imagem de Petkovic. Na primeira apresentação, o cheque foi devolvido por falta de fundos e, na segunda, por ter sido sustado.

O clube alega ter repassado à Player um cheque da Nike (patrocinadora do clube na época) no valor de R$ 700 mil para quitar a dívida. Porém, o cheque de R$ 718 mil, que embasa a ação, não foi resgatado pelo Flamengo. Os magistrados consideraram que não há provas de que a dívida foi realmente quitada, de acordo com o relatório da desembargadora Márcia Ferreira Alvarenga, com data de 1 de junho.

Esta ação não foi incluída no acordo judicial feito para que Petkovic voltasse a defender o Flamengo em 2009 . O diretor jurídico do clube, que estava à frente do caso na época, Ércio Braga, acabou sendo exonerado pelo presidente em exercício Delair Dumbrosk após criticar e exigir mudanças no acordo – sendo que uma delas era justamente incluir a ação que agora pode custar caro aos cofres do clube. Curiosamente, outros diretores jurídicos também não apareceram para assinar o documento, que acabou sendo assinado pela funcionária do departamento jurídico Maria Claudia Telles Herkenhoff, a pedido de Delair.

No acordo assinado em 2009, o Flamengo se compromete a pagar, sem atraso ou com pesada multa, R$ 10 milhões (além de R$ 1,5 milhão em honorários e a liberação de R$ 1,4 milhão penhorados) que ainda eram devidos ao jogador também por direitos de imagem e salários atrasados em sua passagem pelo clube em 2001.

A respeito da ação no valor de R$ 65 milhões perdida pelo Flamengo em primeira instância, como antecipou o iG , o clube informou que só se pronunciará "quando for notificado oficialmente, o que ainda não aconteceu".

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