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Com cobranças de Jorginho, Portuguesa quer tirar rótulo de quase

Técnico convence seu elenco de que é possível entrar para a história do clube e conquistar títulos

Gazeta |

Ídolo como jogador, Jorginho ostenta hoje na Portuguesa um status perto de herói. Já tinha a confiança da diretoria e, em menos de dois meses, conquistou seus comandados. É no treinador que fez o time se classificar no Campeonato Paulista pela primeira vez desde 1998 que é depositada a confiança para ir além disso.

A tática do técnico de passar a seus auxiliares a ordem de, a cada exercício, lembrar aos atletas que eles são capazes de ir longe dominou o elenco. Tanto que jogadores com mais tempo no clube, como Weverton e Marco Antonio, têm discursos similares, repassados ao grupo nas rodas de conversas: eles podem fazer a Portuguesa vencedora.

"Fui criado em São Paulo e sei deste estigma da Portuguesa de sempre 'bater na trave', mas alguém vai mudar isso. E pode ser este time. Aqui dentro, temos que acreditar em nós mesmos", contou Marco Antonio, em discurso não só similar ao pregado por Jorginho, mas quase idêntico ao de Weverton.

"Há muito tempo, a Portuguesa ganhou um nome de 'quase'. O jogador já vem para cá com isso na cabeça. Mas a Portuguesa é time de semifinal, final, e temos a oportunidade de mudar isso. E isso faz parte da nossa conversa, do nosso ritual", contou o goleiro, claramente aliviado pela vaga nas quartas de final do Estadual. "Já nos classificamos, tiramos um peso grande das costas e ganhamos um novo ânimo. Agora vai ser diferente. Podemos entrar para a história da Portuguesa"

Weverton define o ambiente no clube na semana antes do jogo deste domingo contra o São Paulo, pelas quartas de final do Paulistão, como de "alto astral". E não é por euforia. Os treinamentos são fortes. No coletivo, Jorginho nem precisa falar. Só observa seus comandados se ajeitarem sozinhos, falando um com o outro.

Em suas conversas com os atletas, o técnico tem falado para acreditar até que os lançamentos com pouca probabilidade de alcançar um companheiro chegarão. Hoje, seus comandados dizem que isto realmente tem acontecido com frequência, mesmo com a dificuldade para atingir o oitavo lugar no Paulistão.

E o técnico nem concorda com torcedores que dizem que, para a Lusa, tudo é mais difícil. "O futebol é difícil, a vida é difícil. Para quem quer destaque, é mais ainda, ainda mais para permanecer", ensinou o treinador. "A pressão é a mesma para todos, tanto para o grande quanto para o pequeno. O São Paulo tem um time melhor, com mais jogadores com chance de decidir, o torcedor tem que saber isso. Vamos lutar muito, eles terão que roer o osso para ganhar", prometeu.

Esta é a filosofia de Jorginho. "A única forma de se melhorar a pessoa é acostumá-la com a decisão. Esta é a primeira para muitos, mas temos que prepará-los para vida, que é um eterno desafio. Se você trouxer para o campo o que venceu na vida, você vencerá. Sempre lutaremos, pelo menos", comentou, com recado tão bem assimilado que o quase monossilábico Ferdinando o define em uma frase. "Não acreditavam, mas a Portuguesa chegou."

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