Mudança no estatuto para voto direto, no entanto, segue fora da pauta de votação do Conselho

Atrás de recursos financeiros, o Palmeiras faz um plano que ganhou o nome de "Anistia de Inverno". A ideia é atrair sócios que estão em dívida com o clube para que eles voltem a pagar as mensalidades, especialmente agora que as obras da parte social começam a entrar em fase avançada. Atualmente, sendo trabalhado pela gestão de Arnaldo Tirone, o plano já está em desenvolvimento desde o último ano de governo de Luiz Gonzaga Belluzzo.

Ainda não foi definido o tipo de desconto que será dado. Alguns defendem que o sócio atrasado merece isenção total, outros defendem uma porcentagem mediana e o que tem mais probabilidade de ser aceito é o de que duas mensalidades precisarão ser quitadas, independente da somatória de dívidas.

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O plano pode tentar compensar a perda de sócios que cresceu com o início das obras. Alguns também usaram de um direito que têm previsto no estatuto do clube, tirando uma licença inicial de seis meses, prorrogável por até mais seis meses. Assim, eles não pagam mensalidades, mas voltam normalmente como sócios após esse período. Isso causa certa rejeição nos sócios que ainda pagam mensalidade, uma vez que eles não consideram justo a volta daqueles que não apoiaram o clube em um momento difícil.

Outra coisa que ainda causa discussão no clube é a mudança de estatuto para que o voto para presidente seja direto, com participação dos sócios, e não só mais dos conselheiros. O presidente do Conselho Deliberativo, José Ângelo Vergamini, recebeu o pedido em março , encaminhou para uma comissão de reforma de estatuto, que acabou devolvendo a decisão para as mãos de Vergamini.

Essa comissão, que tem nomes como Gilberto Cipullo, Pasquale Bruno, Seraphim del Grande, Antônio Carlos Corcione, entre outros, disse que eles não poderiam analisar o pedido. Conselheiros que lideram o pedido para voto direto, entre eles o ex-diretor de futebol, Wlademir Pescarmona, prometem uma ação radical para que a proposta seja votada. A ação na Justiça Comum nas próximas semanas é cogitada.

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