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Com aproveitamento de Jorge Henrique Corinthians já seria campeão

Jogador participou de 23 dos 35 jogos da campanha e com ele time conquistou mais de 70% dos pontos. Sem, o time tem rendimento de sétimo colocado

Bruno Winckler, iG São Paulo |

O Corinthians que enfrenta o Vitória neste domingo não será o mesmo que venceu seus últimos três jogos. Bruno César e Dentinho, suspensos, desfalcam a equipe. Nem por isso a expectativa para um grande confronto é menor. E a explicação para essa esperança renovada tem um nome e alguns números positivos ao seu lado: Jorge Henrique e seu aproveitamento de pontos e vitórias neste ano.

Titular no confronto de Salvador, o motorzinho do time, apelido dado a ele por companheiros e pela torcida, defende um retrospecto para lá de favorável neste ano. Com ele em campo o aproveitamento de pontos do Corinthians melhora de forma significativa.

Das 67 partidas que o time disputou no ano, o atacante participou de 46. Com ele o Corinthians venceu 29 vezes, empatou 8 e perdeu 9 obtendo 68,8% dos pontos. Sem o atacante, somados os jogos do Campeonato Paulista, amistosos, da Copa Libertadores e do Brasileiro, o time conquistou 58% dos pontos que disputou.

Se o ponto de partida da análise for somente os jogos do Campeonato Brasileiro que Jorge Henrique disputou, o rendimento do jogador é ainda mais impressionante. Ele atuou em 23 das 35 rodadas e o time conquistou 72,4% dos pontos. Para se ter uma ideia da representatividade deste número, se o Corinthians tivesse aproveitado essa porcentagem dos pontos que disputou já seria campeão com 76 pontos, 14 a mais que o Fluminense.

Por outro lado, sem o atacante, o aproveitamento do Corinthians é de sétimo lugar. Jorge Henrique não jogou 12 jogos em que dos 36 pontos que estavam em jogo o time conquistou só 18, um aproveitamento de 50%. O Santos, atualmente o sétimo colocado, tem 49,5% dos pontos que disputou.

A gente fala que o Jorge Henrique é o motorzinho do time porque além de ser muito eficiente lá na frente faz um papel muito importante na hora de ajudar a defender. Ele não para. Se tiver um levantamento do jogador que mais corre numa partida acho que ele ganha. Vai e volta quantas vezes for preciso e isso faz uma grande diferença em todo sistema defensivo, disse o capitão William, reconhecendo a importância de Jorge Henrique para a equipe.

O atacante se machucou na partida contra o Ceará, dia 2 de outubro, e ficou 40 dias afastado para tratar de lesão grave na coxa esquerda. Seu retorno aconteceu no último sábado, contra o Cruzeiro. Nesse período que ficou de fora o time disputou oito partidas. Ganhou três, empatou duas e perdeu três e aproveitamento foi de apenas 45% dos pontos.

Tite chegou ao clube após a partida contra o Guarani, no dia 17 de outubro, e encontrou o atacante ainda no departamento médico do clube. A volta do jogador, que aconteceu antes do tempo previsto, teve um pouco do dedo do treinador.

Quando cheguei me disseram que o problema tinha sido grave, que a recuperação era boa e que ainda ia depender do tratamento. Mas que eu pudesse ter esperança. Quando me falaram essa palavra esperança ia todo dia lá para pressionar um pouco para ter ele de volta, disse o treinador, que apesar da satisfação em poder contar com o atacante, gosta de minimizar a importância individual do atleta.

A força do grupo pode fazer a diferença, não só Jorge, mas o grupo todo. Tite pode até ter razão, mas com um retrospecto tão favor de Jorge Henrique ele nem pensa em não apostar suas fichas no motorzinho para ajudar o time a voltar de Salvador com mais três pontos na conta.

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