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Colecionadores tentarão reunir mil camisas em evento no Pacaembu

Terceiro "Encontro de Colecionadores de Camisas" vai colorir a fachada do Museu do Futebol

Gazeta Esportiva |

"Uma maneira diferente de gostar de futebol". É como Felipe Marx define o "Encontro de Colecionadores de Camisas", em São Paulo, que chega à terceira edição neste sábado. Um dos organizadores, o publicitário tem como meta reunir no mínimo mil peças na exposição, que será realizada na parte externa do auditório do Museu do Futebol do Pacaembu (São Paulo-SP), das 11h às 18h (horários de Brasília).

"No final do último encontro, me passou pela cabeça contar quantas camisas poderiam estar ali. Fizemos uma conta informal e chegamos a quase 800. Para esse, vou fazer uma fichinha de brincadeira para quando a pessoa chegar", diz Marx, de 35 anos, que viu seu simples encontro de amigos colecionadores no bar do Pacaembu ser acampado e redimensionado pelo museu.

A estrutura do evento segue simples, mas chamará atenção de quem passar pela praça Charles Miller. Para expor suas relíquias, além de mesas, os colecionadores vão dispor de araras - cada um com seu cabide - ou poderão usar varais a cinco metros do chão, que colorirão a fachada do estádio.

"Temos dois tipos de público: os próprios colecionadores e, por conta da visibilidade do evento, que fica bastante colorido, muito visitante do museu que nem sabe da existência do encontro", explica Renato Baldin, coordenador de eventos do local. "É algo que complementa muito as ações do museu, que é mais midiático e receberá a memória de cada um com seus objetos".

Em dezembro do ano passado, aproximadamente 700 pessoas compareceram à segunda edição. Neste sábado, até por fazer parte da programação oficial do museu para a Virada Cultural de São Paulo, a terceira provavelmente terá público ainda maior - depois do evento dos colecionadores, que será aberto ao público no foyer, o museu também oferecerá entrada gratuita das 18h às 21h, com direito a ônibus (ida e volta) a partir das estações de metrô Barra Funda e Clínicas.

Louco por camisa incomum
Dentre as relíquias da coleção de 150 camisas do são-paulino Fernando Marx, está a do Club Atlético Bella Vista, do Uruguai, que integrou o grupo de Corinthians e Flamengo na Copa Libertadores de 1991. Para comprá-la, ele gastou R$ 150,00. "Foi caro, mas pagaria até R$ 500", diz. Outra peça pela qual tem carinho é do Anderlecht, que achou na Bélgica durante sua viagem de lua-de-mel.

O publicitário explica que dois fatores norteiam as negociações: raridade e valor afetivo. "Tem quem colecione só camisas de times do interior ou da várzea e envolve uma 0 km na troca por aquela que ele quer. Não existe um valor absoluto", comenta o colecionador paulistano, antes de admitir que ele e alguns colegas seus chegam a cometer loucuras, como fazer propostas por camisas de mendigos ou de qualquer um na rua.

Além dos mil modelos neste sábado, Marx espera encontrar uma camisa do peruano Roberto Rojas, durante a passagem do ex-goleiro pelo São Paulo, entre 1987 e 1989. Reencontrar, na realidade. "Eu tinha uma quando era pequeno, mas a perdi. Não me conformo", brinca.

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