Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

COI se nega a confirmar renúncia de Havelange

Imprensa divulgou no domingo a saída do ex-presidente da Fifa, mas Comitê não confirma

Reuters |

O COI (Comitê Olímpico Internacional) recusou-se a confirmar, nesta segunda-feira, reportagens afirmando que o ex-presidente da Fifa , João Havelange, renunciou poucos dias antes de uma audiência do comitê de ética sobre sua conduta.

Havelange, que presidiu a entidade entre 1974 e 1998, é membro do COI e está sob investigação da entidade por sua ligação com a ISL, antiga agência de marketing da Fifa que é suspeita de ter pago propina a dirigentes da federação responsável pelo futebol mundial.

"Nós pretendemos deixar os procedimentos seguirem seu caminho correto", disse o diretor de comunicação do COI, Mark Adams, à Reuters. Adams recusou-se a confirmar se o brasileiro, de 95 anos, tinha renunciado, conforme noticiou a BBC no domingo.

Getty Images
João Havelange é investigado pela sua ligação com a ISL

A ISL faliu em 2001, com dívidas de 300 milhões de dólares. Um programa da BBC de 2010 acusou Havelange de ter recebido dinheiro da ISL para garantir que a empresa fosse escolhida em lucrativos contratos de publicidade da Copa do Mundo.

O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e chefe do comitê organizador da Copa do Mundo de 2014, Ricardo Teixeira, ex-genro de Havelange, também foi acusado de participação no mesmo esquema.

Havelange, que ingressou no COI em 1963 e é o membro há mais tempo na organização, ainda é bastante respeitado dentro da entidade.

Ele fez parte da vitoriosa campanha do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, tendo feito um emocionado discurso de abertura antes da votação que deu a vitória à cidade brasileira, em 2009.

Havelange é um dos três membros do COI a ter ligação com o caso da ISL. Os outros são o chefe da federação internacional de atletismo, Lamine Diack, e Issa Hayatou, de Camarões.

O comitê executivo do COI vai se reunir esta semana para discutir as investigações do comitê de ética sobre os três membros e anunciar eventuais punições, que podem ir desde a suspensão temporária até a exclusão da entidade olímpica.

O COI tem empreendido uma campanha de combate à corrupção após o escândalo de subornos de Salt Lake City, que resultou na expulsão de quatro membros da entidade que receberam dinheiro em troca de votar na cidade norte-americana como sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002.

 

Leia tudo sobre: COIfifajoão havelangericardo teixeira

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG