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COI pede provas à emissora que revelou escândalo da Fifa

BBC diz que dirigentes ligados à entidade máxima do futebol, entre eles o presidente da CBF Ricardo Teixeira, receberam propina de uma empresa suíça nos anos 90

Gazeta Esportiva |

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O COI (Comitê Olímpico Internacional) afirmou que irá investigar a denúncia da emissora britânica "BBC" de que a Fifa (Federação Internacional de Futebol e Associados) e alguns dirigentes ligados a ela, dentre eles o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) Ricardo Teixeira, teriam recebido propina de uma empresa suíça nos anos 90.

A entidade pediu que a emissora do Reino Unido exibisse provas do caso que revelou nesta segunda-feira. De acordo com a "BBC", mais de US$ 100 milhões (R$ 180 milhões) teriam sido repassados aos dirigentes ligados à Fifa em direitos de transmissão de partidas e ações de marketing.

"O COI tomou nota das acusações feitas pelo programa Panorama, da BBC, irá questionar aos produtores do mesmo alguma evidência dos fatos revelados. Não toleramos a corrupção e isso refletirá diretamente no nosso Conselho de Ética", afirmou a entidade, em comunicado oficial.

O curioso é que um dos envolvidos no caso é o presidente da Confedereção Africana de Futebol, Issa Hayatou, que também é membro do COI. Outro envolvido é Nicolás Leoz, que preside a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol). Todos eles fazem parte do Conselho da Fifa que irá escolher, na próxima quinta-feira, as sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022. Alguns dirigentes comprovadamente corruptos foram afastados do pleito, mas não da entidade.

Entenda o caso
A "BBC" revelou que o presidente da CBF e mais dirigentes de entidades ligadas à Fifa receberam dinheiro da empresa suíça ISL, que esteve no Brasil no início dos anos 2000 e realizou parcerias de investimento com o Flamengo e o Grêmio, antes de falir anos depois.

Segundo a emissora britânica, a empresa pagou a Teixeira cerca de 9,5 milhões de dólares (R$ 17 milhões) entre agosto de 1992 e novembro de 1997. O pagamento teria sido feito em 21 parcelas, cada um deles a uma empresa fantasma. A TV inglesa conseguiu, ainda, um documento onde constam recibos de 175 pagamentos a dirigentes da Fifa.

Parte dos pagamentos iria ao mandatário da entidade máxima do futebol brasileiro, que recebeu através da empresa Sanud - investigada em 2001 pela CPI da CBF/Nike. A Conmebol se enquadra na mesma situação, sendo utilizada para receber os recursos da empresa suíça. O Ministério Público de Zurique também prometeu investigar o caso.

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