Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

COI investiga João Havelange por suspeita de corrupção na Fifa

Ex-presidente da Fifa é membro do COI e participa da escolha de sede olímpica. Entidade investiga denúncia da BBC

iG São Paulo |

undefined
João Havelange pode perder posto que tem no COI
O COI (Comitê Olímpico Internacional) abriu investigação contra o brasileiro João Havelange, ex-presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol e Associados) e membro do COI, depois de denúncia divulgada pela rede de TV inglesa BBC de que Havelange recebeu propina de antiga parceira da Fifa, a empresa de marketing esportivo ISL.

A informação foi divulgada pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Havelange é membro atuante do COI e participa, por exemplo, da escolha de sedes olímpicas. A investigação pode causar a exclusão de Havelange da entidade.

O programa “Panorama” da BBC acusou Havelange de ter recebido R$ 470 mil em propinas da ISL, que faliu no início de 2001. Segundo a emissora, Havelange e o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, pagaram à Justiça suíça, que investiga o caso, R$ 8,9 milhões para não serem processados.

O iG entrou em contato com a assessoria de imprensa do COI para mais informações, mas até o momento não obteve resposta. Havelange não fala sobre o caso e Ricardo Teixeira nega as acusações.

Fifa versus COI
As acusações foram arquivadas pelo Comitê de Ética da Fifa. O presidente Joseph Blatter, em entrevista coletiva há dez dias para falar sobre outras denúncias de corrupção, disse não haver provas contra Ricardo Teixeira e que, por isso, o caso não teria andamento na entidade.

Reeleito em 1° de junho para novo mandato até 2015, Blatter chegou a ser investigado pelo Comitê de Ética por denúncias de compra de votos, mas o caso foi arquivado. O seu rival na eleição, Mohamed Bin Hammam, presidente da Confederação da Ásia, foi acusado de comprar votos da Concacaf (Confederaç]ao das Américas do Norte e Central) e não participou do pleito.

No COI, o belga Jacques Rouge, presidente da entidade, pediu investigações de pois de denúncia que a eleição para a sede dos Jogos de Inverno de 2002, em Salt Lake City (EUA), havia sido comprada. Os critérios para escolha de sedes ficaram mais rígidos já na seleção do Rio para os Jogos Olímpicos de 2016.

Leia tudo sobre: João HavelangeCopa 2014

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG