Umberto Gandini, diretor do Milan, ressaltou a importância dos clubes para essas entidades

A ACE (Associação de Clubes Europeus), grupo que reúne 197 clubes do Velho Continente, tem demonstrado insatisfação com o modo de gestão de futebol que vem sendo adotado pela Fifa e pela Uefa, principalmente em relação ao agendamento de partidas e à divisão de receitas. Por isso, já começaram a surgir entre membros da entidade indícios de que poderia ocorrer um rompimento das agremiações com estas associações.

"Somos nós quem investimos dinheiro, somos nós que desenvolvemos os jogadores, somos nós que damos a eles uma razão para jogar. Sem os clubes, o que você acha que eles (Fifa e Uefa) irão fazer?", questionou Umberto Gandini, diretor do Milan (clube integrante da ACE), em entrevista à "Bloomberg".

A ACE foi formada a partir do rompimento do G14, em janeiro de 2008. Na ocasião, foi firmado um memorando de entendimento junto à Fifa e à Uefa. Acontece que este documento vale apenas até 2014 e, a partir de então, seria aberta a possibilidade de que os clubes declarassem sua "independência", perdendo os vínculos atuais com as tradicionais associações de clubes e podendo se organizar em novos torneios sem a ingerência das mesmas.

Além dos fatores econômicos (divisão de receitas) e esportivos (excesso de número de jogos de seleções nacionais), a ACE também demonstra preocupação com as recentes denúncias de corrupção na Fifa. Para Karl-Heinz Rummenigge, líder da entidade de clubes europeus e presidente do conselho executivo do Bayern de Munique, a Fifa é dirigida por pessoas "que não são sérias" e que fizeram da entidade uma "máquina de fazer dinheiro".

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