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Clima é de festa, menos para Edmundo. Ex-jogador exige vitória no adeus

Em sua despedida pelo Vasco, nesta quarta, ídolo quer apagar imagem deixada em 2008, quando perdeu para o Vitória e foi rebaixado

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

A quarta-feira será de muita emoção para Edmundo. Três anos e três meses depois de fazer sua última partida como jogador profissional, o ex-atacante entra em campo com a camisa do Vasco para o seu jogo de despedida. Será uma festa, com o protagonista atuando entre os titulares de Cristóvão Borges, contra o Barcelona, do Equador. Mas engana-se que pensa que o Animal está manso. Mesmo sendo uma festa, Edmundo quer a vitória, pois pretende apagar a imagem deixada em dezembro de 2008, quando viu o clube ser rebaixado para a Série B ao ser derrotado pelo Vitória dentro de São Januário.

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O palco do amistoso será o mesmo. E o adversário foi uma escolha de Edmundo, que apesar de ter sido um dos maiores ídolos do Vasco nos anos 90, não estava no clube na campanha da Libertadores. Daí a opção de enfrentar o adversário cruzmaltino na final do torneio sul-americano.

Leia também: Vasco terá time principal reforçado de Edmundo nesta quarta

Edmundo volta a pisar em São Januário, faz as pazes com a atual diretoria e tem vivido dias de ansiedade por conta do amistoso. A falta de um jogo de despedida era algo mal digerido pelo hoje comentarista esportivo. Ainda mais pela forma como foi sua última partida. Um dos sonhos do ex-jogador é marcar um gol de pênalti, já que sua carreira foi marcada pela perda na final do Mundial de Clubes, em 2000, contra o Corinthians.

Confira os principais trechos da entrevista coletiva de Edmundo:

JOGO DE DESPEDIDA
É o jogo que eu gostaria de ter jogado com certeza. Quando voltei para o Vasco, em 2008, era para encerrar a carreira, mas não da forma que foi. Aí, quando o Roberto (Dinamite, presidente) me chamou para fazer o jogo de despedida, ele me perguntou que jogo eu gostaria de ter jogado. E eu disse que foi este jogo da Libertadores. Aí, eles entraram em contato e nos acertamos.

ANSIOSO
Mas nestes quatro, cinco treinos serviram bastante. Estou bem abaixo deles no nível físico, e então a parte técnica cai. Mas deu pra treinar um pouco, sentir a dinâmica do jogo. Nas ruas, vejo o assédio, e sinto que isso me dá uma responsabilidade a mais. Li que eles não vêm com o time principal, um jogador deles que já parou está vindo. Então isso pode tornar o jogo mais fácil para a gente. Aqui teremos um time já formado, que vive um bom momento, São Januário lotado. São ingredientes que contam a nosso favor.

PREPARAÇÃO
O fato de estar morando em São Paulo não deu para uma preparação adequada. Aqui treinei, fiz trabalho na academia. Não tenho a pretensão de estar no nível dos demais. Mas deu pra sentir no rachão que vai dar pra jogar pelo menos um tempo. Quero jogar um tempo e um pouquinho do segundo, sentir o gostinho de sair, ser substituído e receber os aplausos (risos).

FESTA
A festa vai ficar para a final. Antes e depois do jogo, será à vera. Até porque a ideia é apagar em mim aquela imagem de 2008 (rebaixamento). Então tem que este espírito vencedor, vitorioso. Será frustrante não conseguir a vitória.

ESCALAÇÃO
A gente conversou quando acabou o treino. Foi a única vez que falamos sobre posicionamento. Ele me disse mais ou menos onde vou jogar, mas sem falar nome. Mas pelo que entendi, vou jogar como um quarto-homem de meio-campo. Isso me facilita. Eu volto e marco um cabeça-de-área e vou pra frente tentar o gol.

GOL QUE NÃO FIZ
Todos os gols que fiz foram por amor. Gostei tanto, mas meus amigos que sacaneiam dizendo que depois que eu contagiei o ambiente o ambiente aqui, o Alecsandro passou a perder pênalti. Então, eu gostaria de marcar um de pênalti. Eu fiz tanto gols de pênalti e fiquei marcado pelo que perdi. Então, se tiver um pênalti, gostaria de cobrar.

PRECISAVA DESTA DESPEDIDA
Em relação ao Vasco, acho que faltava. Aquela fase de 2008 e 2009 eu perdi duas vezes, como jogador e torcedor. Em 2009, eu ainda tinha alguns dias de contrato. A diretoria apostou num grupo jovem e foram campeões da Série B do Brasileiro. Acho até que fizeram o certo. Faltava essa celebração para fechar com chave de ouro. Faltava uma pecinha nesse quebra-cabeça para eu ficar em paz. Acho que faltava, até para reabrir as portas de são Januário pra mim, fazer as pazes. Quando veio o convite do Roberto, foi maravilhoso.

SEMANA DIFERENTE
Esta semana está sendo diferente. Torcedores comprando os ingressos, vocês fazendo uma boa cobertura, e eu agradeço. Quando você está chegando em São Januário é uma sensação muito gostosa, porque o ônibus passa no meio do torcedor, e quanto você chega o estádio já está quase cheio. Sei que vou reviver momentos muitos felizes da minha vida. Por isso esta última semana está sendo diferente.
Mas eu preciso com conter para não me emocionar, pois quero jogar também (risos). 

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