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Neymar e Ganso não pensam em revanche. Corintianos se lembram de Ronaldo e de título invicto

Chicão e Alessandro jogaram aquela decisão. Chicão marcou um gol
AE
Chicão e Alessandro jogaram aquela decisão. Chicão marcou um gol

O clássico paulista que definirá o campeão estadual de 2011 reserva lembranças especiais para oito personagens das finais entre Santos e Corinthians . Três santistas – Neymar , Ganso e Maikon Leite – e cinco corintianos – Chicão , Dentinho , Jorge Henrique , Morais e Alessandro – participaram de pelo menos alguns minutos das finais de dois anos atrás, quando o Corinthians sagrou-se campeão após uma vitória (3 a 1 na Vila Belmiro) e um empate (1 a 1 no Pacaembu).

Os corintianos que continuam no elenco tentam resgatar o espírito daquela equipe nestas finais para repetirem o resultado final de 2009. “Aquele campeonato foi muito especial para todos aqui. A gente tinha acabado de sair da Série B e alguns desconfiavam da condição da nossa equipe. Fomos campeões invictos contra uma equipe que já tinha bons talentos”, se recorda Chicão, autor do primeiro gol daquelas finais. De falta, ele abriu o placar na Vila Belmiro.

O atacante Jorge Henrique, titular nas duas decisões, gosta de se lembrar da alegria dos companheiros após as duas finais. “Eu me recordo só da comemoração. A alegria estampada no rosto de cada jogador. Da certeza do dever cumprido. Só fica a lembrança da alegria dos companheiros”, comentou, na quarta-feira.

Os corintianos se lembram ainda da presença de Ronaldo , que foi determinante principalmente no primeiro jogo, quando marcou dois golaços. “Foi mais uma volta por cima de um grande jogador. Um momento marcante não só para o Corinthians, mas para o futebol brasileiro”, comentou o atacante que fez ao lado do Fenômeno e de Dentinho um trio ofensivo poderoso decisivo também na final da Copa do Brasil vencida contra o Internacional.

Do lado santista, Neymar e Ganso, que hoje despertam temor dos times rivais, ainda estavam despontando para o futebol brasileiro. Tidos como favoritos neste confronto que se inicia domingo, os dois não pensam em revanche.

“Não é revanche. É outro ano, são outros jogadores. Estou mais experiente apesar da pouca idade”, disse Neymar no desembarque da equipe da viagem do México após a classificação contra o América pela Libertadores . Ele tinha 17 anos em 2009.

Ganso tem o mesmo discurso do companheiro e lembra que até "trocou" de nome nestes dois anos. "Revanche não, acho que o Santos tem que conquistar títulos. Já mudei até o nome (ele era Paulo Henrique Lima). Um cara mais maduro, uma pessoa que, dentro de campo, tenta ser o mais simples possível e sempre ajudando o Santos.", comentou.

Neymar e Ganso ainda não haviam
AE
Neymar e Ganso ainda não haviam "estourado" em 2009

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