Situação deve mudar nesta sexta, quando são esperados cerca de 25 mil barcelonistas e um número inestimável de fãs do Manchester

Mergulhada na correria que lhe é característica, com milhares de turistas dividindo as ruas, os trens e os ônibus vermelhos de dois andares com a população local, Londres ainda não parece ter se dado conta de que, em 48 horas, vai celebrar o encerramento da temporada européia de futebol, ao sediar a decisão da Liga dos Campeões da Uefa entre Barcelona e Manchester United .

O estádio de Wembley, palco do confronto de sábado à noite, fica na região noroeste da cidade, distante do centro e dos principais pontos turísticos. Mesmo ali, apenas a área mais próxima ao estádio – que já está “vestido” para a final, com os escudos dos finalistas em tamanho gigante na estrutura da entrada principal – registrava hoje uma pequena movimentação -- de funcionários de Wembley e da Uefa, e de jornalistas.

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Nas estações de metrô que dão acesso ao estádio, Wembley Park e Wembley Central, não se encontrava nenhuma referência à partida ou orientação para as torcidas. Em algumas linhas, no entanto, pode-se trombar com painéis publicitários de patrocinadores da Liga dos Campeões e com a propaganda da emissora de TV que transmitirá a partida, com exclusividade e em HD, para a Inglaterra.

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Mesmo nas ruas da região central, ainda é raro ver torcedores com camisas do Barcelona e do Manchester United . A situação deve mudar nesta sexta-feira. Espera-se que cerca de 25 mil espanhóis desembarquem em Londres até sábado, muitos vindos em vôos fretados que devem retornar logo depois do jogo . A invasão da torcida do Manchester, pela facilidade de locomoção, deve ser bem superior, incluindo milhares de “sem-ingresso”, mas confiantes em participar da festa do título.

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A chuva que caiu durante toda a quinta-feira contribuiu para esfriar o único local da cidade em que a agitação lembra a proximidade de um jogo histórico: o Hyde Park, onde a Uefa montou o Festival Champions – que, no ano passado, ocupou o parque do Retiro, em Madri. Ali, patrocinadores montaram seus espaços, com diversos jogos e promoções. Pode-se assistir a partidas disputadas por crianças e tirar uma foto ao lado do troféu que será erguido, no sábado, por um dos capitães -- Vidic ou Puyol .

Em uma sala de cinema com cinco telas paralelas dispostas em semicírculo, um vídeo de 20 minutos resume a história da competição e destaca alguns de seus principais momentos. A virada do Manchester United contra o Bayern de Munique, nos três últimos minutos da final de 1999, em Barcelona, é reconstituída em tempo real, a partir de vários ângulos.

A maior atração do festival, no entanto, é um museu com fotos, camisas, bolas, chuteiras e painéis que também reconstituem a trajetória da competição, desde que foi criada, como Copa dos Campeões da Europa, em 1955-1956, passando pela transformação, no início dos anos 1990, em Liga dos Campeões.

Alguns clubes e jogadores receberam tratamento VIP, seja pelo número de conquistas, seja por representar os talentos que já se exibiram – e continuam a se exibir – na competição. Real Madrid , Milan , Liverpool , Bayern de Munique e Ajax são homenageados, ao lado de 14 “lendas” – dos madridistas Gento, Di Stéfano e Puskas a Van Basten, Maldini e Raúl – e de mais 16 campeões ainda em atividade, entre os quais cinco finalistas deste ano: Scholes , Giggs , Messi , Xavi e Iniesta .

Apesar das luzes que incidem sobre a nata, o museu é democrático: em um mural, aparecem os nomes de todos os 497 jogadores que já conquistaram o principal torneio de clubes da Europa. Como boa parte dos atuais elencos do Manchester United e do Barcelona tem o título no currículo, essa tropa de elite, a partir de sábado, vai passar apenas ligeiramente dos 500.

Fletcher e Anderson se distraem durante viagem de trem do Manchester até Londres
Getty Images
Fletcher e Anderson se distraem durante viagem de trem do Manchester até Londres

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