"Temos quatro negociações em andamento. E são camarões, jogadores empregados e bem remunerados", disse gerente de futebol

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Adalberto Román (à direita) deve ser um desse "camarões" anunciados por César Sampaio
Antes mesmo do fim do Campeonato Brasileiro , Luiz Felipe Scolari usou comida como metáfora para cobrar reforços, dizendo que não aceitaria em 2012 novamente só arroz, feijão e pão. Até agora, o único reforço confirmado é Juninho , lateral esquerdo do Figueirense , mas o gerente de futebol César Sampaio garante que, até 31 de dezembro, chegarão ao menos quatro dos nomes de peso pedidos pelo técnico.

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"Temos quatro negociações em andamento. E são camarões, jogadores empregados e bem remunerados", disse o ex-volante à rádio Bandeirantes . "O Felipão tem me cobrado bastante os camarões e lagostas que pediu. Esperamos que, se o Papai Noel não trouxer, existam soluções antes da virada do ano. A perspectiva é boa", completou.

Um desses "camarões" pode ser o zagueiro paraguaio Adalberto Román, rebaixado com o River Plate e pouco conhecido no Brasil. Os outros atletas próximos de serem contratados continuam mantidos em sigilo pelos dirigentes, mas Sampaio avisa que são jogadores para o setor ofensivo, uma das principais carências da equipe em 2011.

"Nosso time já é bem equilibrado, não dá para trazer só mais um. Procuramos jogadores que venham não só atender às nossas necessidades, mas que sejam diferenciais. Por serem a maioria do meio para a frente, com a qualidade que precisamos para colocar a bola para dentro, é mais demorado", argumentou.

O ex-volante e ídolo por sua passagem dentro de campo, com dois títulos paulistas, dois Brasileiros e a conquista como capitão da Libertadores de 1999, conta que compreende a preocupação da torcida pelo anúncio de mais reforços. Mas informa que não cederá à pressão para efetuar contratações por preços altos e injustos.

"Também estamos bastante ansiosos, mas temos bastante equilíbrio para não nos envolvemos nesta loucura em que está o mercado em relação a preço. O Palmeiras tem caixa para contratar e parceiros que podem ajudar, mas alguns empresários estão bravos comigo. Só que o jogador vale o quanto pesa e minha função é preservar a instituição", contou César Sampaio.

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