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Técnico vai conversar com jogadores do Inter porque teme ¿salto alto¿ contra zebra africana. Para brasileiro, Mazembe resgatou futebol africano perdido na Copa do Mundo

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Celso Roth já iniciou um trabalho contra o salto alto. A surpreendente vitória do Mazembe, da República Popular do Congo, sobre o Pachuca fez o treinador brasileiro temer que os jogadores se acomodem, já que se esperava que o time do México enfrentasse o Inter na semifinal de terça-feira, marcada para as 14h (de Brasília), no estádio Mohammed Bin Zayed, em Abu Dhabi. Roth conversou pela primeira vez com a imprensa em Abu Dhabi, sede do Mundial de clubes, neste sábado à tarde (manhã no Brasil).

Não temos que entrar no jogo achando que as coisas vão acontecer naturalmente. Meu time está amadurecido, o futebol brasileiro mudou um pouco com relação a ter esse sentimento (de menosprezar rivais teoricamente mais fracos). Foi importante termos visto o jogo no campo, ter sentido o clima do Mundial, disse Roth. Ele disse que vai conversar especialmente com o jogadores antes do treino da noite deste sábado (tarde no Brasil).

Na entrevista que concedeu depois da partida, o técnico do Mazembe, o senegalês Lamine NDiaye, disse que o Inter é muito superior e que seu time precisaria atuar bem melhor do que na estreia para passar de fase. Roth acha que é blefe. Ele já nos deu o caminho das pedras. Quer tirar o peso do time dele, mas não vamos entrar nesse jogo. Vimos que é um time que marca forte, que tem velocidade e sabe jogar. O Pachuca esqueceu de marcar e se deu mal, lembrou Roth.

A comemoração do goleiro africano, Kidiaba, que se sentou no chão em uma dancinha esquisita depois do gol e após a partida, divertiu Roth. Ele não acha que tenha sido ingenuidade comemorar demasiadamente a classificação. E ainda cutucou as seleções africanas que disputaram o Mundial (Gana, África do Sul, Costa do Marfim, Nigéria e Camarões), que tinha técnicos não africanos. Somente a Argélia tinha um argelino no comando.

Tiraram a alegria do futebol africano na Copa. Não é uma crítica, é uma contestação. Colocaram os africanos para jogar no estilo europeu, no estilo sul-americano, e não conseguiram avançar muito na Copa da África. O Mazembe é um time alegre, africano. Só espero que não seja tão alegra contra a gente.

O momento de descontração foi uma pergunta feita em árabe, que o tradutor da Fifa não soube passar corretamente para o português. Roth ficou sem saber o que responder e só soube o que o jornalista falava quando a pergunta passou de árabe para inglês e depois para português.