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Celso Roth não é mais técnico do Internacional

Contestado por boa parte da torcida há tempos, técnico não resistiu à derrota para o Jaguares, na última quarta

Gabriel Cardoso, iG Porto Alegre |

A diretoria do Internacional acaba de confirmar a demissão de Celso Roth. O treinador não resistiu ao mau resultado no México (derrota para o Jaguares por 1 a 0) e foi comunicado da saída no início da noite desta sexta-feira.  O vice de futebol do clube, Roberto Siegmann, deixou claro que a pressão da torcida foi determinante para a decisão.

"Nós há mais tempo vínhamos constatando alguma inconformidade da torcida pelo trabalho do treinador. Não é um fator determinante, mas algo que precisa ser levado em conta. O dirigente é um intermediário nesta situação e em razão disso nos reunimos e decidimos substituir o treinador", disse.

Desde o início do dia era muito forte a pressão pela saída do técnico. A torcida reclamou bastante. Os dirigentes se sensibilizaram. O presidente Giovanni Luigi desembarcou em Porto Alegre e seguiu para a residência do ex-presidente Fernando Carvalho. Lá, toda a diretoria se reuniu e bateu o martelo.

"Há uma sequência de resultados que revelam a falta de objetividade e efetividade no ataque e no nosso sistema de jogo. Pretendo ter um time efetivo no ataque, competente na defesa e que consiga os resultados", comentou Siegmann.

A ideia é anunciar um substituto o mais rápido possível. Domingo, o Inter recebe o Canoas pelo Campeonato Gaúcho. Um interino estará na beira do gramado, provavelmente o preparador físico Fábio Mahseredjian.

Paulo Roberto Falcão é o nome preferido da diretoria. A tendência é que o clube contrate alguém que não está trabalhando em outro time.

"Já mantivemos contatos com alguns profissionais disponíveis, mas tem que esperar, porque pode alguma coisa não se concretizar" , explicou.

Cronologia de insatisfações começou no momento da contratação do técnico:
Roth chegou ao Beira-Rio em junho de 2010. Na época, o torcedor queria Felipão, Muricy Ramalho, Adilson Batista, Abel Braga, Paulo Roberto Falcão.... Acabou vindo Celso Roth.
Em um primeiro momento a rejeição foi muito grande. O treinador gaúcho já tinha outras duas passagens pelo Inter. Roth chegou, ganhou a semifinal e a final da Libertadores e amenizou as cobranças.

Elas não tardariam a chegar. Ainda no segundo semestre de 2010 a torcida exigia o título Brasileiro. Roth falava insistentemente na obsessão pelo Mundial, que seria disputado no fim do ano. Consequência: o time poupou titulares várias vezes no Brasileirão e foi sétimo colocado.

O auge das reclamações veio no dia 14 de dezembro de 2010. O time que tanto se preparou para o Mundial acabou perdendo na estreia da competição para o desconhecido Mazembe. A saída de Roth era dada como certa. A dúvida é se seria demitido ainda em Abu Dhabi ou no retorno para Porto Alegre. Na verdade, nem a demissão seria necessária, pois o contrato do treinador terminava em 31 de dezembro. A diretoria pensou, repensou e renovou o contrato, estourando de vez a revolta na torcida.

2010 começou, o time só voltou à campo em fevereiro e o torcedor se acalmou um pouco. Meados de fevereiro, os titulares haviam entrado em campo apenas quatro vezes. A estreia com empate na Libertadores e a eliminação do time B do primeiro turno do Gauchão esquentaram o clima outra vez. Chegou a se cogitar a contratação de Dunga.

Vieram as três vitórias na Libertadores, a recuperação no segundo turno do estadual, e Roth “firmou-se” outra vez. A estabilidade durou menos de um mês. Veio a derrota para o Jaguares e foi o capítulo final. Neste 8 de abril a diretoria do Inter oficializou a demissão de Celso Roth.

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