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CBF usa Romário e gasta R$ 23 mi em queda de braço com Fifa

Confederação bancará entradas para deficientes físicos, que não foram contemplados na Lei Geral da Copa

Renan Rodrigues, iG Rio de Janeiro |

A divergência entre o presidente do COL (Comitê Organizador Local) e da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, e a Fifa, principalmente em relação ao presidente Joseph Blatter, custará caro para a entidade que comanda o futebol nacional. Em coletiva nesta sexta-feira, o deputado federal Romário (PSB-RJ) anunciou que a CBF doará 32 mil ingressos da Copa do Mundo de 2014 para deficientes físicos .

As entradas, porém, serão compradas pela entidade da própria Fifa, que briga contra a ampliação das meias-entradas e ingressos populares. O iG apurou que serão gastos cerca de R$ 23 milhões apenas com os ingressos doados para os deficientes, além de outras entradas para patrocinadores e convidados. Cada ingresso comprado pela CBF terá um valor médio de R$750, mas ainda serão definidas quais entradas e de quais setores a entidade irá adquirir.

Agência O Globo
Ricardo Teixeira, Romário e Ronaldo no Comitê Organizador Local
A CBF tem exclusividade para comprar ingressos destinados às confederações participantes da Copa do Mundo . Além disso, por ser a federação local, esse direito é ampliado ainda mais. Os 32 mil ingressos não serão distribuídos de forma igualitária para todas as partidas. A tendência é de que para os jogos da seleção brasileira, uma parcela maior seja doada aos deficientes.

A medida foi um ‘drible’ na proposta da Lei Geral da Copa, que não incluía os deficientes na categoria quatro, com ingressos populares. Apenas estudantes, indígenas e beneficiários do programa Bolsa Família teriam direito a comprá-los. A inclusão de idosos ainda é estudada na proposta. A doação também serviu para aproximar Romário , que diminui o tom em relação a Teixeira e criticou a Fifa na última quinta-feira.

Ronaldo já está ajudando. Só de emprestar o seu nome para o COL já é positivo. Acho que ele vai ser vencedor nessa nova etapa. Já a Fifa quer ser soberana e mandar no nosso país. Ela quer montar o estado dela dentro do nosso estado. Ainda bem que existem outros deputados que pensam como eu e não concordam com isso. Eu, como brasileiro e político, tento defender o interesse público. Alguns artigos da lei geral da Copa têm sido modificados porque nós da comissão achamos que seria prejudicial ao povo. Deixamos a decisão final para fevereiro e agora temos mais tempo para decidirmos pelas emendas certas. Queremos beneficiar aquelas pessoas que em principio não teriam a chance de ver a Copa” disse Romário.

As divergências entre CBF e Fifa começaram quando a entidade decidiu revelar os documentos do caso ISL, empresa teria pago propina para Ricardo Teixeira e João Havelange, ex-presidente da Fifa, há dez anos, segundo denúncias da BBC. Recentemente, renunciou ao cargo de membro do COI (Comitê Olímpico Internacional), onde estava desde 1963 . Com isso, a investigação no Comitê de Ética foi arquivada, sem uma conclusão final.

Outro sinal da relação estremecida entre Teixeira e Fifa foi dado na semana passada, quando o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, declarou que a entidade pretende visitar as 12 cidades sede ao lado de Ronaldo, Pelé, a presidenta Dilma Rousseff e o ministro do esporte Aldo Rebelo , sem a participação de Ricardo Teixeira.
 

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