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Futebol
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Casamento entre Muricy e Fluminense está a 90 minutos de um final feliz

Sonho de consumo dos dirigentes tricolores, treinador elogia comportamento do elenco e espera neste domingo começar a escrever sua história no Fluminense

Marcello Pires, iG Rio de Janeiro |

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Muricy Ramalho custou a aceitar o convite do Fluminense e só desembarcou nas Laranjeiras em 2010, mas por anos e anos sempre foi o nome cobiçado pela diretoria. O encontro foi adiado algumas vezes pela tal falta de estrutura exigida por ele ou simplesmente pelo fato de ter contrato em vigor com outros clubes. Mas neste domingo, quando o time enfrenta o Guarani, às 17h, no Engenhão, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, o tão esperado casamento poderá ser recompensado com o bicampeonato brasileiro.

Para isso, basta seu time conquistar uma vitória simples sobre a equipe de Campinas. Com 68 pontos, o Fluminense depende de suas forças e só deixará a taça escapar se empatar ou perder e Corinthians ou Cruzeiro vencerem seus respectivos jogos, contra Goiás e Palmeiras. O clube das Laranjeiras só fica com o título em caso de empate ou derrota, se seus concorrentes também tropeçarem e somarem o mesmo número de pontos do Fluminense na rodada.

Quando chegou às Laranjeiras, Muricy encontrou um clube muito diferente de suas últimas residências. Ex-treinador de São Paulo e Palmeiras, ele gozava de uma estrutura de primeira nos rivais paulistas. No Fluminense, nada de Centro de Treinamento e uma estrutura apenas razoável. Mas, em campo, o treinador se deparou com um grupo bem ao seu feitio: versátil, guerreiro e, principalmente, trabalhador.

Esse grupo é muito fácil de trabalhar. Eles se doam, são comprometidos, acatam todas as decisões sem reclamar, se cobram demais e acreditam no trabalho. Eu acho que tudo isso fez a gente chegar nessa reta final brigando pelo título. Mas sabemos que a partida contra o Guarani será uma pedreira, afirmou Muricy.

É verdade que o Fluminense começou a temporada como um dos favoritos. Principalmente após as chegadas de Deco, Valencia, Belletti e Emerson. Mas o tempo passou, Muricy perdeu seus principais jogadores por problemas de contusão, ficou sem o Maracanã e mesmo assim a equipe liderou mais da metade da competição. Para o comandante, o segredo é simples.

Eu acho que foi aquela arrancada do ano passado. O que eles fizeram foi incrível. Se analisarmos, é algo quase impossível de se repetir. Um time que faz aquilo é capaz de tudo e eu acho que eles se fecharam e amadureceram muito com aquela situação. Conversamos algumas vezes sobre isso e percebi que tinha um grupo com muita vontade de trabalhar e vencer,explicou.

Em sua última coletiva antes da grande decisão, Muricy certamente teve seu maior público na temporada. Sem deixar nenhuma pergunta sem resposta, o treinador afirmou que não mudou em nada sua rotina, mas reconhece que a ansiedade e o nervosismo fazem parte e são comuns numa semana decisiva.

Continuo fazendo as coisas da mesma forma. Gosto de fazer exercícios. É importante porque o estresse é pesado. Mas não estou tranquilo. Digo para meus jogadores que quem estiver tranquilo pode ir para casa dormir. Tem que estar ligado e fazer o melhor em campo, sem loucura. Um jogo como esse não permite tranquilidade,afirmou.

A frase aqui é trabalho tornou-se uma marca do treinador. Simples, sincero e justo, Muricy é daqueles que se doam diariamente, talvez por isso a empatia com o atual elenco do Fluminense tenha surgido tão rapidamente. Sempre inspirado no eterno ídolo tricolor Telê Santana, o treinador espera começar a escrever neste domingo uma história tão vitoriosa como fez o mestre nas Laranjeiras.

A imagem dele vem toda hora. Antes de eu ser assistente dele, ele foi meu treinador. Em todas as conversas que tenho de futebol, ele sempre aparece. Foi meu professor, me espelhei muito nele e somos parecidos. Eu me considero um técnico trabalhador, que procura ter responsabilidade e dar resultado em todos os clubes que passo. Espero que aqui não seja diferente, prevê Muricy.

Milton Trajano
Muricy e Roberto Horcades estão perto do casório, mas ainda falta um "detalhe"

FICHA TÉCNICA - FLUMINENSE  x  GUARANI

Local: Engenhão (RJ)
Data: 5 de dezembro de 2010, domingo
Horário: 17h (de Brasília)
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (FIFA/RS)
Assistentes: Altemir Hausmann (FIFA/RS) e Roberto Braatz (FIFA/RS)

FLUMINENSE: Ricardo Berna; Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Valencia, Diguinho, Julio Cesar (Washington) e Conca; Emerson e Fred. Técnico: Muricy Ramalho

GUARANI: Emerson; Apodi, Ailson, Aislan e Fabiano; Maycon, Paulinho, Márcio Careca e Diego Barboza; Pablo e Douglas. Técnico: Wagner Mancini

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