Contrário à exclusão de seu clube, o Sion, da Liga Europa, Christian Constantin afirmou que tem duas sentenças judiciais a seu favor

O presidente do clube suíço Sion, Christian Constantin, alertou que o presidente da União das Federações Europeias de Futebol (Uefa), Michel Platini, pode ser preso caso descumpra uma ordem da Justiça suíça em restituir o clube à Liga Europa .

"Estamos preparando a demanda penal e solicitamos ao juiz que faça cumprir a lei", atestou Constantin, que afirmou que uma corte suíça de Vaud ordenou que a Uefa restitua o Sion ao torneio continental.

O time foi excluído do torneio pela Fifa após escalar jogadores irregulares, entre eles um egípcio que ainda estava sob contrato com outro time, em um jogo contra os escoceses do Celtic, que, com a decisão, assumiram o lugar do Sion no Grupo 1 da Liga.

O cartola suíço insistiu que a Uefa "se equivocou de inimigo", reafirmando que seu clube está respaldado "por duas sentenças judiciais". "Não cederei: eu sou dos que lutam até o final", manifestou ele.

Se Platini "não cumprir a lei de imediato, a polícia deve ir buscá-lo a seu despacho e levá-lo por desacato", finalizou Constantin.

Esta não é a primeira vez que o Sion consegue reverter uma proibição de participação na Justiça. O time havia sido excluído da Liga suíça, mas conseguiu voltar à competição após levar o caso a um tribunal civil do país.

A UEFA, porém, assim como a Federação Internacional de Futebol (Fifa), proíbe que federações nacionais e clubes resolvam assuntos futebolísticos em tribunais civis. A entidade europeia limitou-se a indicar ao Sion recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).

O prazo, porém, já não permite que o time volte à Liga. Com a desclassificação, o Sion perde 5 milhões de francos suíços (R$ 10 milhões).

O empresário, que tem influência política na Suíça com o apoio do Partido Socialista e do Verde, pediu aos conselheiros de Estado de seu país que retirem as deduções fiscais que a Uefa e a Fifa têm em território suíço.

O abono fez com que as duas entidades já deixassem de pagar aos cofres públicos suíços mais de 170 milhões de euros (R$ 411,6 milhões).

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