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Cartola, provável relator da Lei da Copa nega conflito de interesse

Deputado federal Vicente Candido é vice-presidente da Federação Paulista de Futebol e sócio de Marco Polo Del Nero

Paulo Passos, iG São Paulo |

Num momento ele atende como cartola de futebol na função de vice-presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol). Em outro ele age como deputado federal pelo PT de São Paulo. Mas à qual lado Vicente Cândido irá pender caso seja confirmado como relator do projeto da Lei Geral da Copa ? Para o da Fifa e do COL, a quem responde por sua ligação com o futebol, ou para o governo federal, que tem na atuação da presidenta Dilma Rousseff o símbolo de uma gestão que evita dizer 'amém' a todas as exigências da Fifa?

Divulgação
Deputado-federal é o mais cotado para ser o relator da Lei Geral da Copa
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Dilma leva essa parada, diz Cândido em entrevista ao iG. Mas, mais que frisar a obediência à orientação da presidenta, o deputado afirma não ver conflito de interesses em ocupar o cargo de relator num projeto no qual tem elo com ambas as partes.

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“De jeito nenhum. Eu acho melhor você ter uma pessoa com relações boas e sinceras do que ter alguém sem conhecimento para trabalhar numa questão polêmica”, disse o deputado, que descarta sofrer pressão e influência dos organizadores da Copa. "O fato de eu ter ligação com a CBF só vai ajudar a intermediação, as conversas, as negociações. Eu tenho uma orientação clara, eu sou fundador do PT, eu tenho a primeira orientação do meu partido, a segunda que é do meu governo e a terceira que é a ligação que eu tenho com o esporte”, completou, rindo.

Cândido já trabalha na análise e para a votação da Lei Geral da Copa no Congresso Nacional. Deve ser oficializado como relator ainda esta semana no projeto que irritou a Fifa principalmente em três pontos: proteção de marcas, direito de transmissão e venda de ingressos.

O deputado também é sócio de Marco Polo Del Nero em um escritório de advocacia em São Paulo. O presidente da FPF é um dos principais aliados de Ricardo Teixeira, número 1 no COL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo) e da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Discurso alinhado com Dilma

Apesar das ligações com dirigentes próximos à Fifa, Cândido repete o discurso do governo federal. O deputado diz que aprova a liberação de bebidas alcoólicas nos estádios , mas descarta mudar a Lei Geral da Copa para suspender a meia-entrada para idosos durante o Mundial.

“A linha do governo e a nossa é não diminuir direitos sociais”, disse. O desconto para maiores de 60 anos, garantido pelo Estatuto do Idoso, é um dos pontos para mais desagrada a Fifa, que gostaria de barrar também o direito a meia-entrada para estudantes, vigente em alguns estados do Brasil.

Nesta semana, o governo pretende definir uma agenda para conseguir a aprovação da Lei Geral da Copa até o final do ano. A promessa feita à Fifa pelo ministro do esporte, Orlando Silva, era de que ela estaria encaminhada antes do dia 20 deste mês, quando ocorreu o anúncio do calendário do Mundial. O prazo, entretanto, não será cumprido.

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