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Cartilha, caras novas e fim conturbado marcaram Falcão na seleção

Primeira experiência como técnico do novo comandante do Internacional acabou após vice-campeonato na Copa América

Paulo Passos, iG São Paulo |

O primeiro emprego do novo técnico do Internacional, Paulo Roberto Falcão, foi em 1990 como comandante da seleção brasileira. Ele ficou no cargo menos de um ano. Foi demitido após o Brasil perder a Copa América para a Argentina. Veja cinco episódios que marcaram a curta passagem do “Rei de Roma” na seleção:

1 - Cartilha

Gazeta Press
Cartilha não foi bem vista pelos jogadores da seleção brasileira
Com Falcão na seleção brasileira, os jogadores passaram a receber uma cartilha, chamada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) de “Roteiro de Instruções do Atleta da Seleção Brasileira de Futebol Profissional”. Nela estavam descritas as normas de conduta que os convocados deveriam seguir.

Gazeta Press
Terno e gravata viraram marca de Falcão
A cartilha proibia, por exemplo, que atletas tivessem contato com empresários de futebol em locais de uso exclusivo da delegação. A medida era para evitar episódios ocorridos na Copa de 90, quando houve briga por premiação. Porém, a imposição e até divulgação das regras incomodaram os jogadores.

2 – Terno e gravata
Uma das marcas da era Falcão na seleção foi a elegância do técnico. Fã de moda e, na época, dono de uma grife, o treinador usava terno e gravata à beira do gramado, uma novidade no Brasil até então.

3- Estreia pífia
O novo técnico colorado teve uma das piores estreias de um técnico à frente da seleção. No seu primeiro jogo, Falcão viu o Brasil perder para a Espanha por 3 a 0. A primeira vitória, aliás, só veio no sétimo amistoso disputado pela seleção, mais de seis meses depois do primeiro jogo, contra a Romênia.

Com a derrota na primeira competição oficial, a Copa América, Falcão caiu e Carlos Alberto Parreira assumiu o cargo. Com o novo técnico, a seleção venceu a Copa de 1994.

4 – Renovação e micos

Gazeta Press
Careca Bianchesi foi uma das apostas na era Falcão
O próprio Falcão já disse que seu maior legado na seleção foi ter “lançado” novos jogadores. Campeões do mundo em 1994, como Cafu, Mauro Silva, Márcio Santos foram convocados pela primeira vez pelo técnico do Inter. O “Rei de Roma”, entretanto, também teve seus “micos”, como Careca Bianchesi, Sílvio César, Mazinho Oliveira e Luís Henrique.

5 – Pressão de Ricardo Teixeira
Demitido com menos de um ano no cargo, Falcão diz ter caído por não aceitar duas exigências do presidente da CBF após perder a Copa América. “Uma era que a lista de jogadores que iam jogar tinha que ser dada 72 horas antes da partida. Aí eu disse não, porque eu sabia que isso ia vazar. A segunda, que não tinha como aceitar, era uma anuência (de Ricardo Teixeira) na convocação”, revelou o técnico em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, em 2010.
 

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