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Carta revela doping alemão na Copa do Mundo de 1966

Revista Der Spiegel obteve cópia de carta na qual é revelado o uso irregular de medicamentos por três jogadores

iG São Paulo |

A revista alemã Der Spiegel revelou nesta terça-feira ter obtido uma cópia de uma carta na qual é revelado o doping de três jogadores da seleção da Alemanha Ocidental na Copa do Mundo de 1966, quando a equipe foi vice-campeã. O doping seria consequência do uso de medicamentos contra os sintomas da gripe que possuíam em suas fórmulas efedrina, substância descongestionante mas que também tem funções estimulantes - a mesma substância, 28 anos depois, foi responsável pelo doping de Maradona na Copa de 1994.

Veja também: Classificação, tabela e todas as notícias do Campeonato Alemão

A carta, datada do dia 29 de  novembro de 1966 - a final da Copa do Mundo aconteceu no dia 30 de julho -, foi descoberta por pesquisadores da Universidade de Humboldt, de Berlim. Nela, o então presidente do comitê médico da Fifa, o iugoslavo Mihailo Andrejevic, informava ao presidente da Federação Atlética da Alemanha Ocidental, doutor Max Danz, sobre os testes realizados no Mundial.

Getty Images
Geoff Hurst marca o terceiro gol inglês na decisão da Copa de 1966. Até hoje, ingleses e alemães discutem se a bola ultrapassou a linha

Na época, a realização de exames antidoping em eventos esportivos apenas engatinhava e a Copa de 1966 foi a primeira na qual a Fifa realizou testes do tipo. Ao final do torneio, não foi relatado nenhum resultado positivo. Mas na carta de alguns meses depois, Andrejevic revelou que os testes haviam identificado pequenos vestígios de efedrina nos testes de três atletas.

A substância estava na lista de medicamentos proibidos enviada às seleções e, como não havia um limite determinado, a simples presença de efedrina, por menor que fosse a quantidade, já indicava que os jogadores atuaram dopados. Na carta, não fica explícito se foi considerado que os médicos e jogadores alemães tentaram burlar o comitê médico da Fifa. Mas, mesmo assim, nenhuma punição foi aplicada.

Na final daquela Copa do Mundo, a Alemanha Ocidental, comandada pelo técnico Helmut Schön, foi derrotada por 4 a 2 pela anfitriã Inglaterra. A partida é considerada até hoje uma das mais polêmicas de todos os tempos, por conta do terceiro gol inglês, marcado pelo atacante Geoff Hurst e no qual a bola não teria passado inteiramente pela linha do gol alemão.

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