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Carpegiani nega invenções, mas aposta em 3-5-2 fictício provisório

Técnico reclama de ouvir que mexe muito no time do São Paulo que coloca em campo

Gazeta |

Paulo César Carpegiani chegou a ser chamado de "professor Pardal" durante a sua primeira passagem pelo São Paulo, em 1999, pelas alterações que fazia no time. Atualmente, no entanto, isso o incomoda. Apesar de ele admitir que, embora escale três zagueiros contra a Portuguesa, atuará no 4-4-2.

Para a partida de domingo, ele deve colocar o estreante zagueiro Rhodolfo como um lateral direito, com Alex Silva e Miranda no miolo da defesa e Juan pela esquerda. Jean, que pediu ao técnico para não jogar mais no meio-campo, deve ser escalado pela direita, mas mais adiantado, como jogou Lucas, hoje na seleção sub-20, no final de 2010.

"Perdemos um pouquinho de segurança pelas características do Jean e do Juan. Eles precisam se readaptar à lateral para subir ora um, ora outro", justificou o treinador, apontando que, com ambos mais acostumados às funções defensivas, deve retornar ao 4-4-2 que crê ser o esquema ideal.

"Se jogo com três zagueiros, tenho que mexer lá no ataque. Até com alas fico com um a menos na frente. E essa não é a minha preferência. Tenho que arrumar lugar para o Lucas, o Fernandinho, um centroavante", argumentou.

O chefe só não gosta de ouvir que mexe demais no time. Ele enumera todos os atletas que tem escalado com frequência nesta temporada: Rogério Ceni, Jean, Alex Silva, Miranda, Juan, Rodrigo Souto, Fernandinho e Dagoberto. Ele ainda lembra que Lucas está na seleção sub-20, Ilsinho não consegue jogar bem 90 minutos e Rivaldo só chegou na semana passada. "Minha base sempre foi mantida."

Desta maneira, a única posição constantemente mexida é a de segundo volante, que Carlinhos Paraíba deve ocupar no domingo. E ele receberá a oportunidade porque Carpegiani considera ter muitos meio-campistas com a mesma característica. "O Carlinhos é o único que tem uma dinâmica diferente", analisou o técnico, que diz ter ouvido da diretoria que Guiñazu não virá mais.

Com estes argumentos, o treinador se recusa a aceitar que, ao optar por um falso 3-5-2, está privilegiando o setor defensivo. "Fui eu que coloquei o São Paulo com três zagueiros pela primeira vez em 1999, e foi por necessidade. Mas hoje não escalo mais nenhum time assim. Sempre tenho quatro na linha defensiva", explicou, lembrando de sua trajetória nesta segunda passagem pelo clube.

"Quando cheguei (ao São Paulo), escalei dois volantes e dois zagueiros e tenho mantido isso desde aquela época. Está claro o esquema que gosto", apontou. "Sempre sou adepto de equipes firmes, seguras. Posso jogar até com quatro atacantes se eu tiver isso. Conseguimos um equilíbrio no ano passado que voltaremos a ter quando o grupo estiver completo."

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