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Carpegiani e Tite desafiam fantasmas do passado no Majestoso

À frente do Tricolor, Carpegiani foi vítima do rival em dois campeonatos em 1999, enquanto Tite precisou de apenas uma derrota para o oponente para perder seu emprego no Corinthians em 2005

Gazeta Esportiva |

O resultado em um confronto entre São Paulo e Corinthians pode definir o futuro de um profissional. Alguns viram ídolos em seus clubes, enquanto outros são demitidos. O lado negativo do Majestoso já atingiu os comandantes atuais de Tricolor e Timão. Apesar da boa fase que vivem agora, Paulo César Carpegiani e Tite não têm boas recordações do clássico. Derrotas no duelo abreviaram o trabalho de ambos em suas primeiras passagens pelos times.

"São sempre jogos ímpares. Cada partida tem uma rivalidade impressionante, e o torcedor quer ganhar. Nós estamos conscientes disso", avisa o técnico do São Paulo, que será mandante neste domingo.

Em sua primeira passagem pelo Tricolor, Carpegiani teve sua equipe eliminada do Campeonato Paulista justamente pelo Corinthians, nas semifinais. O rival caminhou então para a decisão e, em um jogo repleto de polêmica pelas embaixadinhas de Edilson, conquistou o título sobre o Palmeiras.

Depois, no Brasileirão, o São Paulo teve a chance de se redimir, mas o Timão foi novamente o carrasco são-paulino na semifinal. Na primeira partida do mata-mata entre os clubes, Dida pegou dois pênaltis de Raí e foi decisivo na vitória por 3 a 2, abrindo caminho para a classificação corintiana no jogo seguinte, com novo triunfo, por 2 a 1. Após a nova eliminação, Carpegiani dirigiu o time somente por mais uma partida (contra o Atlético-PR) e se despediu do Morumbi, marcado pelos fracassos diante do arquirrival.

"Acho que isso não tem nada a ver. É um jogo diferente agora, extremamente decisivo e pode até ser mais emocionante que os outros, é quase uma final de campeonato", analisa o técnico, sem se lamentar pelos pênaltis desperdiçados por Raí. "São coisas que ocorrem".

Mas Tite também tem más recordações do Majestoso. À frente do time que ficou conhecido como ?galáctico', o treinador sucumbiu por conta de uma derrota por 1 a 0 para o São Paulo, em 27 de fevereiro de 2005. O que pesou na demissão do treinador foi a decisão de deixar o lateral direito Coelho bater um pênalti nos minutos finais. O atleta desperdiçou a cobrança e acabou com as chances de empatar, enquanto a expectativa dos alvinegros era de que o astro Tevez fizesse a batida.

Apenas 24 horas depois da partida, Tite foi informado de que não seguiria à frente Corinthians, recheado pelos jogadores contratados pela então parceira MSI. No entanto, os dois gaúchos voltaram aos rivais paulistas nesta temporada e estão traçando um caminho bem diferente.

Ambos assumiram equipes em crise e sob risco de darem adeus aos seus objetivos, mas reergueram os clubes. Depois de passagem frustrante de Adilson Batista, Tite foi o encarregado de liderar a reação alvinegra na busca pelo título e, ainda invicto no Timão (duas vitórias e um empate), tenta minimizar a importância da troca de comando para o sucesso dos clubes.

"Eu não vou falar que foi a mudança, mas os dois times estão no trilho e passam por grande momento. Vai ser um grande clássico, com o nível técnico alto. Isso que faz a adrenalina da bola, esse fator é o mais importante. Não são só os técnicos, mas a grandeza do clássico", ponderou.

Já Carpegiani recolocou o Tricolor na briga pela classificação para a Libertadores com cinco vitórias e uma derrota. Nenhum deles corre o risco de perder o emprego depois do clássico deste domingo, mas o resultado será fundamental para o sonho de cada torcida no Brasileirão.

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