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Carpegiani cita Telê para justificar indefinição do time titular

Treinador evita nomear atletas de sua formação ideal para evitar cobrança quando optar por alguma mudança

Levi Guimarães, iG São Paulo |

Sempre que é questionado sobre qual é a sua formação ideal para o time titular do São Paulo, o técnico Paulo César Carpegiani evita nomear apenas onze jogadores. Ele destaca que mantém uma base de sete ou oito atletas que formam a estrutura do time, e três ou quatro posições variam de jogo para jogo, de acordo com lesões, suspensões e critérios técnicos. O time tem, enfim, “16 ou 17 titulares” nas palavras do treinador.

Antes do confronto com o Noroeste, neste domingo, pelo Campeonato Paulista, mais uma vez Carpegiani evitou escalar seu time ideal. E desta vez o atual comandante citou Telê Santana, que ocupou o seu atual cargo nos primeiros anos da década de 90 e é até hoje lembrado como um ídolo da torcida são-paulina. Mas, curiosamente, ele citou um episódio em que o ex-treinador teria adotado a postura errada.

“Em 1982, antes da Copa, o Telê disse que o titular dele era o Toninho Cerezo, o Toninho e mais dez. Mas o Cerezo não pode jogar a estreia contra a Rússia porque estava suspenso. Foi substituído pelo Paulo Isidoro, que jogou muito. Mas na segunda partida quem foi o titular? O Toninho, porque o Telê já havia se comprometido ao dizer que ele era o titular absoluto”, relembrou.

O exemplo foi dado por Carpegiani para deixar claro que, com ele, não haverão “cadeiras cativas”. É inclusive uma motivação a mais que o treinador dá aos reservas quando estes ganham oportunidades de jogar: quem for bem pode provocar uma boa dor de cabeça e conquistar mais espaço no time. “É preciso ter cuidado na hora de se referir a um jogador como titular ou não, para ali na frente você não se contradizer”, disse.

Até agora, não houve nenhum exemplo em 2011 de um jogador do time que era claramente considerado reserva e foi “promovido” depois de uma grande atuação. Mas isso pode acontecer em breve. E a lateral-esquerda é a posição mais provável para acontecer uma mudança.

Juan, apesar de ser o segundo jogador de linha que mais atuou no ano, vem sendo apenas regular e, no jogo contra o Noroeste, deve ser poupado, dando lugar a Júnior César. Assim, o reserva, que estava machucado no começo do ano e foi titular apenas no clássico contra o Corinthians, poderá tentar mostrar serviço e deixar o “chefe” na dúvida. Como, ao contrário de Telê, Carpegiani nunca disse que seu time era formado por “Juan e mais dez”, a mudança poderia ser feita sem qualquer contradição.

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