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Carlos Germano revela o que há por trás do clássico com Flamengo

Treinador de goleiro do Vasco compara a rivalidade a uma religião e diz que não há favorito domingo

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

Carlos Germano sentiu na pele o que há por trás de 90 minutos de um clássico contra o Flamengo. Goleiro que marcou história no Vasco entre 1992 e 99, colecionou títulos, jogou ao lado de craques consagrados, perdeu a conta do número de finais disputadas, sorriu e chorou.

Parte de toda esta emoção se deve às partidas com o rival rubro-negro. Nesta entrevista ao iG, o hoje treinador de goleiros de São Januário conta como é a semana que antecede a um Vasco x Flamengo. Germano fala também da rivalidade – quase uma religião -, diz que o ambiente no clube é de total confiança, reconhece a dificuldade do Vasco diante de um rival que quer ser campeão invicto, lembra partidas inesquecíveis e aponta Fernando Prass como seu sucessor.

Rivalidade
Eu cheguei criança no Vasco e já existia essa rivalidade. Acho que o jogador absorve aquilo que vem da torcida. A rivalidade é muito grande entre Vasco e Flamengo. Contagia o clube, a semana do clássico. Não tem como você não se envolver. É como se você se contaminasse. Não se fala em outra coisa no jornal, você passa pelo clube e vê as pessoas comentando...Aí você entra em campo e se transforma no representante daquela massa que está eufórica na arquibancada.

Religião
Vasco x Flamengo é como se fosse uma religião. Durante a semana, você só pensa no jogo. Jogar contra o Flamengo é diferente de pegar o Botafogo e o Fluminense. Lógico que são clássicos importantes, empolgantes também, mas um Vasco x Flamengo é diferente. Em São Januário, o ambiente muda, o clima é outro. É um jogo que deixa todo mundo tenso, ansioso. Nem precisa ser decisão. Qualquer jogo de turno sem valer título tem esse clima pesado e gostoso.

Confiança

Gazeta Press
Carlos Germano é um dos grandes ídolos do Vasco
O Vasco não está animado só porque vai disputar a final com o Flamengo. O Vasco está empolgado desde a chegada do Ricardo Gomes. O time deu uma guinada, não é mais aquele do começo do ano. Hoje temos jogadores rodados, que ajudam a dar experiência ao grupo. O time vem de bons resultados, o time encaixou. Respeitamos o Flamengo, temos que respeitar, pela tradição, por já estar na final, mas o Vasco está bem. É promessa de um jogão.

Obrigação de vencer
Para o Vasco, será um jogo muito importante. O time está bem, seguro, confiante, sabe que precisa vencer. Uma vitória do Flamengo e o campeonato acaba. Será um jogo de vida ou morte. O Vasco sabe disso, que precisa vencer custe o que custar. Isso torna o jogo mais emocionante, pois do outro lado você um time que está invicto e que leva muita torcida ao estádio. Vou te dizer: não sei se há favorito. Aposto muito num jogo disputado, com chances para os dois lados. E o jogo será mais tenso para o Vasco porque o Flamengo vai querer ser campeão invicto.

Jogos marcantes
Um Vasco x Flamengo é tão imprevisível que já vi tanta coisa. Por exemplo, em 99, perdemos o título numa final que, todos falam até hoje, tínhamos um time melhor e jogávamos por dois empates (1 a 0, gol de Rodrigo Mendes na final). No dia, deu branco. Nosso time não deu um chute a gol, a gente praticamente não jogou. Não sei o que aconteceu. Outro jogo marcante foi a goleada de 4 a 1 (três gols de Edmundo) no Brasileiro de 97. Nós enfiamos quatro neles com um jogador a menos desde o primeiro tempo. Como se explica isso? É um jogo de superação.

Comparações
São épocas diferentes. Jogadores diferentes também. Mas o ambiente de hoje lembra algumas épocas boas do meu tempo. No time de hoje, curiosamente, você tem jogador que fez parte daquele time (Felipe). E tem jogador hoje que jogaria naquele time. O Fernando Prass jogaria naquela época sem nenhum problema. Me daria uma dor de cabeça, a gente ia precisar revezar. Sabe o que o Fernando precisa para ser mais reconhecido no Vasco? De títulos. O título dá peso ao jogador dentro de um clube. Fernando, se Deus quiser, vai ficar muitos anos aí com a gente e fazer história no Vasco.              

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