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Carlos Alberto defende "criancices" de Neymar

"Ele cometeu um erro, mas reconheceu que estava errado", disse o jogador sobre a briga do santista com o técnico Dorival Júnior

Gazeta |

O passado indisciplinado fora de campo, Carlos Alberto parece ter deixado para trás. Diz que aprendeu com os erros cometidos quando mais novo - hoje tem 26 anos -, como as brigas com Emerson Leão no Corinthians e Fábio Santos no São Paulo. Essa nova fase, segundo o meio-campista, teve início a partir do nascimento do filho, há um ano e quatro meses.

"Muito do que aconteceu na minha vida, entre 18 e 22 anos de idade, foi de impulso. O tempo vai passando, a gente observa e vê que algumas coisas já não são tão mais importantes como antes. Teu nível de vida muda, você passa a ser responsável pela tua família, mulher e filhos", diz o jogador, que viu o filho Lucca ficar um mês internado na UTI logo depois de nascer.

Na quarta-feira, penúltimo dia da pré-temporada do Vasco da Gama em Atibaia, interior de São Paulo, Carlos Alberto recebeu a visita dos pais no hotel em que a equipe se hospedava. Visita que foi comentada com admiração, no tom de voz e na expressão, pelo camisa 19 vascaíno.

"Minha família é tudo para mim, meu pai, minha mãe, irmão, mulher, filho. São os que sofrem comigo quando as coisas não dão certo. Às vezes, quando algumas pessoas colocam algumas palavras de uma forma ruim, são eles que choram também, que sofrem comigo, que me dão força", explicou o irmão do volante Fernando, de 24 anos, que defende o Flamengo.

E as intrigas e polêmicas que ocupavam as manchetes dos jornais? "Eu estou tão resolvido da minha vida que tive a humildade de ligar para o Leão e pedir perdão (pela áspera discussão em campo, quando jogava no Corinthians). Disse a ele que naquela época eu era moleque, tive atitude de moleque e hoje sou um pai de família, que eu tinha desrespeitado um pai de família", conta Carlos Alberto, ao emendar que continua sendo amigo do ex-volante Fábio Santos.

Os arrependimentos de personalidade do meia param por aí. "Eu era muito criticado por falar a verdade. Isso eu não vou mudar. Você, como jornalista, não deve gostar daquela coisa de 'ah, o jogo foi bom, o professor, graças a Deus...'. Sou verdadeiro, falo que não gosto disso, que aquilo eu acho do c... Desculpe, que acho aquilo maneiro e tal. Tenho minha opinião", diz.

Sua opinião sobre algumas molecagens no futebol: "Vejo o Neymar, que tem uma qualidade muito grande e é um bom menino, que cometeu um erro (fala sobre a discussão do atacante santista com o técnico Dorival Junior em campo, no ano passado), mas reconheceu que estava errado e não deram tanta importância para aquilo. Ele é uma criança", aponta.

A defesa de Carlos Alberto tem base em suas próprias experiências no futebol. Depois de se destacar muito novo no Fluminense, foi negociado com o Porto e teve que morar sozinho na Europa, desafio grande para alguém que saía de uma infância pobre no Rio de Janeiro.

"Quando você queima muitas etapas, deixa de ser criança muito cedo. Aí consegue uma condição (financeira) legal de vida, e o que não brincou de criança, tu vai brincar com 19, 20 anos. Aí é normal cometer erros, falhas", argumenta. "Quem tem 20 anos gosta de sair, de fazer as coisas. Sei que sou atleta e devo me privar, mas também não podia deixar de fazer as coisas".

O isolamento longe do Rio de Janeiro durou dez dias, mas poderia ter se alongado, ele garante. Com uma condição: "desde que meu filho e minha esposa também viessem (risos)".

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